sábado, 12 de dezembro de 2009

Lêndea Preta

Bom, muito tempo sem vir aqui e desabafar essas minhas coisas, não sei o que quero eu, uma pessoa sem tempo, escrevendo num blog. Uma da manhã e não consigo ter sono, acabei de tomar um banho, e vim aqui escrever enquanto o cabelo seca, pois dormir de cabelo molhado não dá certo, como diz minha mãe, dá lêndea preta, rsrsrsrs



Bom, e vim aqui pra dizer que as coisas que me perturbavam nesses últimos dias estão se resolvendo, uma a uma, no seu tempo, e eu tô mais tranquila. Terminei minha mono gente, cês não tem idéia de como isso é bom, agora é só apresentar, depois eu venho aqui dizer o dia da apresentação, porque "monografia ninguém defende, a gente defende tese, monografia a gente apresenta" como diz uma professora ali, rsrsrsrsr, aff...




É estranho que nesses dias eu esteja assim, tão cansada fisicamente, e feliz, afinal, foram vários dias dormindo uma da manhã, quando não, acordadndo nesse horário, pra terminar essa bendita monografia. Sem falar no trabalho, prestação de contas pra fazer, dois relatórios pancadão, matrículas já começaram, dos nossos veteranos e o remanejamento dos alunos do 9° ano, o Mais Educação, as atas que, graças a Deus, agora não vou mais vê-las por um bom tempo, assim espero, e toda a minha pequena loucura diária, srrsrsrs. 


Como disse, estou feliz porque estou bem mais perto de me formar e isso me deixa alegre por demais. É sim uma realização pessoal pra mim, já que estudei grande parte da minha vida em escola pública, e os poucos anos que estudei em escolas particulares foi por meio de bolsas. Quando me lembro do meu terceiro ano, à noite, lá no Paulo Benevides, meu Deus a Universidade era um sonho pra mim, ainda mais a UFC. Chegava do trabalho às vezes seis, às vezes sete da noite, tomava banho e ia pra aula, às vezes sete e quarenta ,o vigia ainda me deixava entrar, pra assinstir aula até às nove, meu Deus, nem sei como consegui terminar. Me lembro que meu primeiro vestibular eu tentei pra Jornalismo, e no dia da inscrição aconteceu um fato interessante, cheguei mais tarde no trabalho e disse pro meu gerente que tinha ido fazer minha inscrição no vestibular da UFC, ele me disse:- o que é que tu quer fazendo vestibular da UFC, tu acha que tu passa é? É, não passei pra Jornalismo, mas passei pra Biblioteconomia, e tô aqui hoje, cinco anos depois, me formando, uma bibliotecária, sim senhor, e com muito orgulho. Ê mundo véi pra girar menino. 

Bom gente, meu cabelo já secou, vou tentar dormir.  
Boa Noite e um cheiro no coração.  
Fiquem com Deus  
Fel.

domingo, 15 de novembro de 2009

"Hay que endurecer..."

Nunca pergunte se as coisas podem ficar piores, porque a resposta é sim, elas podem ficar bem piores. A vida quer que a gente amadureça a força bruta, e vai nos pregando umas peças, e vai judiando da gente, testando, provando, vai fazendo com que endureçamos e "hay que endurecer".





Nesses últimos dias me entristeci muito, cheguei a dizer que perdi as esperanças, na verdade eu acho que perdi, não consigo ainda pensar diferente com relação a um monte de coisa aí, como eu pensava antes. Minha boca se tornou amarga, e meu coração não sentia mais nada, se tornou em gelo como pedra, eu me tornei como Asafe, o salmista. Não conseguia enxergar, não enxergo ainda, não entendia como você procura fazer tudo direito e não é reconhecido, enquanto o pessoal ta nem aí com nada e recebe tudo, eu invejei o ímpio, sim, confesso, invejei o ímpio em seus caminhos, como tudo vai bem em seus caminhos, não sofrem nenhum aperto, em tudo prosperam, e assim como o poeta disse, meu coração se embruteceu e eu nada pude ver.




Foi aí que perdi a esperança, ao conviver com pessoas completamente inescrupulosas, que não medem conseqüências, que não honram suas palavras, seus compromissos, com personalidade psicopata até, sendo que até o riso, meu Deus, da pessoa, é escabroso, de quem vê o mal do outro e tem prazer. Assim como diz lá em Romanos que nos últimos dias surgirão homens mais amantes de si mesmo, sem afeição natural, sem temor a pai e mãe, sem honra em seus compromissos, meu Deus onde estamos? pensei, chegou esse tempo.




Aí eu fiquei pensando, como tem gente que ainda quer colocar filho nesse mundo? não imagino um pedaço de mim tendo que passar por mãos de pessoas com as quais convivi esses dias, para as quais peço apenas a misericórdia divina para que se arrependam. Não, isso é sério, e quando olho pra muitas crianças e adolescentes com os quais convivo, sabe, vejo que daqui uns anos vai ter muito mais gente assim, e que esta educação que temos aí hoje dificilmente irá mudá-los. Não sabem quem é Deus nem Santa Maria como diz o ditado, não temem seus pais, não temem o Estado, que não pune, que dita uma cultura que nem na sociedade das bactérias existe, da não-punição, e por isso mesmo temos esse monte de gente aí, fazendo o mal aos outros, no trânsito, nas filas, nos ônibus, nos balcões, nos quartos fechados, e meus olhos vêem tudo isso, e não se conformam.




Não adianta processar ninguém, não adianta falar, gritar, espernear, chegaremos novamente ao tempo da barbárie, resolveremos tudo com paus nas mãos, ameaçando, pela força. Não, a sociedade não está evoluindo, está sim, regredindo, meu caro.




E assim, pensando mal do mundo inteiro, achei que havia justiça em mim, que havia bondade em mim, comecei a usar a expressão "tem gente que" em quase todas as minhas frases, como se eu também não fosse "gente que", como se eu também não fosse essa "gente", e em algum momento fizesse parte dela. Enganada estava eu, "pois sou mordomo infiel e não faço mais do que minha obrigação", e isso sem reconhecimento, sem recompensas.




Sim, eu pensei tudo isso, até que, como Asafe, ouvi a voz do Senhor me dizer que aquele que serve não pode esperar reconhecimento, senão de seu Senhor, que tudo o que fizermos nada mais é do que nossa obrigação, o prazer do servo é estar aos pés do seu Senhor, e quando eu desço é Cristo quem sobe, quando há algo de bom em mim, não sou eu quem tenho que ser visto, mas o Senhor, e isso basta pra mim, é do nome dEle que as pessoas se lembram quando olham pra mim, e não do meu nome, é do Senhor que lembram quando olham pro servo, e por isso se diz “não é este o servo daquele Senhor?”


Sim, não há bem suficiente em nós, pois bom só Pai que está nos céus, como disse o próprio Jesus. Se buscarmos em nossa própria justiça razão para que a graça nos alcance seremos infelizes, pois a graça nos alcança justamente por ser graça, de graça, sem retornos, sem reservas, sem condições.



Quanto aos que prosperam, mesmo procurando plantar sementes amargas e ervas daninhas, entendi que Deus faz brilhar o mesmo sol sobre justos e injustos, que o mundo dá muitas voltas, que nada como um dia após o outro com uma noite no meio, nada como esperar pelo velho e generoso tempo, implacável tempo, voraz, que tudo consome impetuosamente, que faz crescer os frutos que mostrarão quem é de verdade e quem é de mentira.




Quando entendi isso meu coração pôde então sossegar, e ver que tudo isso é uma fase vai passar, não dura muito, é só pra testar até onde eu posso suportar, é só pra medir o quanto eu calo, ou pra forçar-me a falar, a gritar...




...a endurecer.



Fel

domingo, 25 de outubro de 2009

Eu levanto

Semeando com lágrimas
Trazendo a Arca
Como um deserto minh'alma está
Muitas razões para desistir
Que vontade de chorar
Mas eu sei não devo descansar as mãos
Pois quem insiste e semeia
Ainda que chorando
Voltará trazendo consigo
Seus molhos cantando
Semeando com lágrimas
Com um rio nos olhos
Sem descansar as mãos
Semeando com lágrimas
Os que semeiam com lágrimas
Com alegria colherão
Eu sei voltarão
Por mais que as coisas estejam escuras, o céu esteja cinza, de um cinza metálico implacável, rígido, intransponível para o meu gemido, aplacando qualquer balbúcio que saia dos meus lábios, por mais que as ondas desse grande mar estejam querendo me afogar, por mais que ela, a onda, tente me atemorizar, o que eu vou fazer? vou correr?, ah não dá, eu vou é ficar, ficar e esperar por ela, com toda a coragem de menino que me resta, daí eu ponho a mão, tampo o nariz, fecho os olhos e tomo o caldo...
e levanto, eu levanto, ah se levanto, meio desorientada é bem certo, mas levanto...
FEL

domingo, 11 de outubro de 2009

Honra

Nesses últimos dias Deus tem falado ao meu coração sobre honra. E por coincidência alguns eventos vieram a redundar o assunto no meu tino: coloquei um dvd que falava sobre isso, sobre honra, selecionei um vídeo no youtube, um testemunho, que acabou falando disso, de honra, e hoje, domingo, meu pastor pregou algo sobre honra.

 

Diante do que estou vivendo nesses últimos dias, palavras como honra, dignidade, respeito, honestidade são comuns no meu vocabulário. Na realidade andam se repetindo muito, e eu tenho até medo. Eu tenho sorte em cruzar com pessoas inescrupulosas, agora pensando nisso constatei. Já tive um chefe que me viu cair com uma caixa por cima de um estrado de pães, ele me perguntou se eu havia me machucado, eu respondi que não, daí ele disse “mas machucou os pães”. Isso pra mim soou inescrupuloso, mas eu nunca vi ninguém ser tão inescrupuloso a ponto de mentir com tanta falta de criatividade como vejo nesses dias, eu tive até que gritar: -não me diga nada apenas diga sim ou não. Quando alguém mente pra mim, e eu percebo, acontece todo um ritual, eu baixo os olhos pro chão, procuro na mente os sinais de quem mente, e interrompo com um tá, tá, tá bom, isso dura meros 3 segundos, no máximo, e daí eu já tenho poupado o nego de uma mentira a mais pro currículo, de um dia a mais no inferno, rsrsrs, isso é exagero, até porque estamos suscetíveis a mentir um dia (um dia certo? não a vida inteira).


*
Sim, voltando à questão da honra, certa vez, quando trabalhava como balconista, lendo um livro do Albigenor Militão lembro que ele falava de honra definindo um menino que perguntava ao pai o que era honra, e na figura, o pai respondeu algo parecido com “é algo que ninguém compra”. Isso é verdade, honra é algo que ninguém negocia, extremamente subjetivo, e por ser assim, é fulgás, ou seja, para se obtê-la são anos de trabalho afinco, mas para perdê-la basta um segundo, basta um olhar, basta um gesto, uma palavra, um sorriso no canto da boca.
 
*
Honra pode ser reconhecimento, aplausos, reverências, saudações, primeiros acentos nas solenidades, abraços, apertos de mão, tapinhas nas costas, ou até tapões, honra pode ser telefonemas, convites para ocasiões. Tudo isso pode ser honra, mas honra também pode ser a confiança das pessoas que te amam, o carinho e a confidência de um amigo, isso pra mim, é honra.
*
Deus é a fonte de toda a honra, a ele é entregue toda a honra, no sentido de louvor, de exaltação, assim também como a honra de um fiel pode ser entregue a Deus. Eu posso dizer: -a minha postura, o meu caráter são teus, Senhor, toda a minha honra é tua. E ela é tão frágil, tão delicada, para lidar com ela é preciso fino trato, ou ela pode quebrar. Ela mora com homens e mulheres, altos, baixos, gordos, magros, alguns pobres, poucos ricos, mora com gente boa, mora com gente chaaata, sim, com eles parece que mora mais.
Você a carregará como um troféu, impô-la-á ao balconista da farmácia, ao seu funcionário que chega atrasado, à chata da sua sogra, ao cunhado falastrão, e vai gritá-la, estendê-la na janela, no carro quitado na frente de casa, vai esfregá-la na cara do patrão.

 
E haverá dias, em que você não terá honra nenhuma, nem a tua cachorra, vira-latas, vai te dá moral, tá ligado? Ninguém vai querer saber, ninguém vai fazer questão, tanto faz. As suas ligações não vão fazer ninguém saltar de alegria, suas palavras não vão comover, intimidar, impressionar, resgatar, emudecer ninguém, você passará despercebido, você não receberá honra. E a primeira coisa que irá fazer é calar, é parar um pouco, e esperar. A honra não terá deixado você, ela estará lá dentro, é algo que ninguém pode tirar. É inegociável.
 
*
Bom, essa semana tenho que defender minha honra, meu problema de honra agora tem nome, sobrenome e CNPJ. Mas vamo lá, ajoelhou tem que rezar, e aqui, eu tô tirando o terço inteiro, e pense num mistério doloroso.

*
Fel

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cansada

Hoje eu estou muito cansada cansada mesmo,
fisicamente cansada... Fel

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hoje

Hoje eu queria te oferecer o mundo Mas hoje não tenho nem meu coração Não sei onde o perdi Em que mão o entreguei Não sei mais nada e de hoje em diante eu ficarei assim Sem saber mais nada Eu direi a vida: toma-me em tua mão E caminharei como se nada tivesse acontecido Perdoe-me essa tristeza, mas é que quando vejo você eu não consigo controlar a mistura e a confusão de sentimentos que existem em mim Nunca lidei com isso, não sei o que fazer Eu não quero mais esse sentimento no meu coração, Se você soubesse como lamento, Sabe, desculpe, mas eu esperei demais, esperei não sei nem o quê E fui ingênua e infantil, eu sei, me desculpe, nunca quis magoá-lo, Deus sabe Eu sei e você sabe que nunca iria dar certo, acho que por isso que até hoje nunca deu A gente tinha consciência disso e ainda ficava insistindo Eu sou uma complicação, você é tão longe de tudo isso Eu estou vivendo num furacão, você está sentado de frente ao mar Eu espero da vida tudo, e você, não mais do que ela possa lhe dar Eu jamais alcançaria você, por mais que corresse, não alcançaria, E você tem que ser feliz assim, bem longe de mim Tem que fazer seus planos e construí-los, tem que fazer suas escolhas e tem que ser feliz Você vai ser feliz Eu vou ser feliz Nós não sabemos o que nos reserva a vida e é por isso que ela é tão maravilhosa Porque nos surpreende Abra seu coração, derrube as paredes que são construídas muitas vezes sem querer, Permita-se, tem tanta gente legal querendo te fazer feliz, eu vejo isso, gente que daria a vida por um sorriso seu, gente que passaria uma noite, não, várias, acordada pensando em você, gente que procuraria nos seus gostos tudo pra te fazer feliz. Deixe, não tenha medo não. Se você não gostar mais, não vai doer, você vai só ter que dizer um não te quero mais, mas até isso não vai doer. Eu nunca te negaria atenção, jamais lhe trataria mal, nunca tentei invadir sua vida, apenas quis chegar mais perto que pude, só isso. Houve um tempo em que até aceitaria uma migalha que fosse, mas não foi bem assim que aconteceu. Desculpe falar isso agora, assim, hoje eu poderia tá falando de quando te conheci na quadra do CÈU jogando futebol, e de quando subia no NUDOC e olhava pelos combobós você jogar, e só isso pra mim bastava, bastava cruzar o seu caminho, ou ir ao bebedouro, qualquer coisa das coisas que não foram, mas não vivo mais disso faz tempo. Perdoe-me não era pra ser assim. Perdoe-me se tantas vezes poderíamos ter ficado até mais tarde conversando naquele estacionamento. Perdoe-me se tantas vezes poderíamos ter dividido nossos segredos por e-mail Perdoe-me se naquela noite eu deveria ter dito boa viagem e não disse Perdoe-me por não ceder na hora certa E você não tem que ficar perdendo seu tempo com essas coisas não, sabe, vá viver sua vida, planeje, construa, saia com seus amigos, se divirta, vá, vá ser feliz vá, eu do meu lado tô tentando também. E a gente podia ter ficado amigo né? E hoje a gente ia dividir um ao outro sem medo, a gente ia se abraçar e nem ia doer, mas também não foi assim. A gente acabou não sendo nada, né mesmo, a gente virou lembrança, marca, mancha, hematoma. Desejo toda felicidade do mundo a você. Não há como alguém feito você não ser feliz. Fel

domingo, 27 de setembro de 2009

tentando arrumar

Eu nem sei como fazer as mudanças que quero,
eu nem sei por onde começar
Eu nem sei do que me desfaço, que caixas desarrumo
o que jogo primeiro
é tanta tralha amontoada, é tanta bagunça junta.
Vamos começar por partes: Mapear o espaço, prestar atenção e tentar visualizar como tudo vai ficar depois de arrumado. Quero tempo pras pessoas, quero saúde e qualidade de vida, quero gente do bem do meu lado, quero que não me falem mentiras, pelo menos não sempre. Então vamo lá, organizar meu tempo, minha casa, minha vida, meu coração.
Tenho que organizar meu tempo, deixar de protelar as coisas, deixar de inventar motivos pra não resolver pendências das mais variadas que se acumulam, que estouram prazos, mulher é assim mesmo, leva tudo até às últimas, faz tudo pra sofrer por antecipação, evita o confronto, adia decisões, eu sou assim.
Bom, quero minha casa arrumada quando eu chegar à noite, sei que no estado em que a deixo pela manhã é quase impossível encontrá-la bem no final do dia, por isso arranjei alguém que possa arrumá-la, pelo menos três vezes na semana, isso já basta. Chegar em casa e encontrá-la arrumada faz um bem enorme pra alma, uma sensação de alívio e não de cansaço.
E limparei as prateleiras do meu coração, pois estão empoeiradas de algumas mágoas, de umas pequenas partículas de decepções, nada que inflame demais não. Depois trataremos de lavar minha desconfiança, eu tenho que deixar isso de mão, é sério, eu sou cismada, eu desconfio demais e a Bíblia fala que não é bom aquele que vive a pensar mal de seu próximo.
Tenho que aprender a cuidar, cuidar das pessoas, das relações, do trato com o outro, retornar ligações, correr para atendê-las, ligar pra uns que faz tempo não falo, ir a casa de outros que já nem me cobram mais a visita.
Tenho aque aprender que só posso receber alguém na minha vida se souber tratar, que existe uma reciprocidade, quando se fala de atenção, de cuidado, de amizade ou até mesmo de amor, ainda mais disso. Tenho que me preparar pra receber alguém que se diga especial pra mim, em todo e qualquer sentido. Se eu aprender a fazer isso, estarei ajudando a manter laços, a ter bons relacionamentos, a não deixar ninguém esquecido, e não deixar que me esqueçam, terei a mão de alguém ao meu redor sempre que eu precisar e poderei estar ajudando também. Com a casa limpa posso convidar quem quer que seja para entrar e tomar um café. E há quem não queira nunca mais sair, e esse alguém, se chegar, será bem-vindo.
Fel

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

E eu continuo tentando

Eu pensava que hoje teria uma folga, que finalmente eu descansaria, mas que nada, ainda foi mais difícil que os dias anteriores, e na folga que tive ainda vim aqui escrever, como se fosse pouco passar a semana inteira digitando. É os dias têm se mostrado difíceis, incompreensíveis eu diria, mas eu não tenho medo, eu estou sorvendo cada lágrima, cada riso, cada acerto, cada erro, tentando tirar proveito ao máximo de cada situação para aprender, pra reconhecer que eu preciso aprender, porque eu sempre acho que já sei de tudo, que nada pra mim é novo, e que eu já vi tudo, que todas as coisas já me foram desnudadas, mas que nada, ainda falta muito, e essa é a questão, por mais que já não sejam coisas novas, parece que cada uma eu tenho que conhecer.

 


Eu não gosto de falar muito de mim não, gosto mais de falar das pessoas, das coisas, dos sentimentos, contar histórias, e por isso até pareço mais superficial que o de costume, mas eu sou assim, é que a minha mente envelheceu mais rápido que meu espírito, e falar de mim já não tem mais tanta graça assim. E se eu pudesse ver a vida como um jogo essa seria a hora em que todas as cartas estariam lançadas, e eu retirei todas da manga agora, apostei as reservas que tenho na sorte que não tenho, que teima em não me acompanhar em todas as áreas, é uma pena.

 

Agora vamos pro tudo ou nada, segunda-feira, hora da verdade, preparação da mente, do corpo e da alma pra esperar pelo que seja o que Deus quiser, bom e eu estou aqui e tudo o que passar daqui pra frente não mais vai doer, tudo o que tinha de doer já doeu, todas as derrotas já vividas até aqui amortecem as próximas quedas, e as feridas essas cicatrizam, não devem seguir abertas, não é possível que sigam abertas.




Programei o computador da minha mente para um segundo semestre que agora se mostra uma escuridão, um vácuo, uma grande interrogação, é tanta coisa e ao mesmo tempo não é nada, e eu quero tudo e eu quero tanto e não quero nada. Eu não tenho medo, eu sei, eu sempre soube o que quero, e quando se sabe o que quer não se tem medo, mas agora é tanta coisa nesse caos da minha mente que já não penso muito não, eu só espero, eu só deixo passar, cada dia o seu mal, e um coração pra suportar.



Eu já venci tanta coisa até aqui, que quando eu olho pra trás eu sorrio e quando olho pra frente, por mais escuro que tudo esteja...eu ainda consigo ver.




*Quanto a você, como já disse, você nunca será lembrado como tristeza, porque foi de minha alegria razão por muitos dias, e isso aqui não tem nada haver com toda essa pureza que carrega o teu sorriso."

 

Eu ainda estou tentando


E assim como eu  

Tem um monte de gente aí  

Que tá tentando também  

Que tá se dobrando  

Que tá se virando em cem  

Tem um monte de gente aí  

Que tá tentando 

Que acorda cedo 

Que pega ônibus lotado  

Que vai no pic, que vai no aperto  

Que leva esborro o tempo inteiro  

Mas continua, tá tentando  

Tem um monte de gente aí 

Que procura ser honesto  

Que procura não forçar a barra  

Que junta dinheiro o ano todo  

Pra entrar num consórcio  

Numa sociedade, sei lá 

pra dá pra alguém gastar  

Não importa, tá tentando  

Tem um monte de gente aí 

Que pede carona,  

Que faz favor, que pede favor  

Que deixa filho com avô  

E sai pra trabalhar 

Se virando, tá tentando  

Tem um monte de gente aí 

Que, como eu, tá procurando ser melhor  

Que olha pro futuro e não desiste  

Que sabe a hora de entrar

Que reconhece a hora de sair 

Que nem sabe o significado da palavra dignidade  

Mas é capaz de exercê-la mesmo sem saber 

Que nunca leu um versículo bíblico  

Mas é cheio de Deus até no falar  

Que muda as circunstâncias  

Que põe o que ama em primeiro lugar  

Que constrói o mundo em cima disso  

E continua tentando  

E amanhã pode até ser diferente

Mas tá lá Tá tentando  

E eu... o que é que eu posso fazer?  

Eu tô tentando.
 
Fel

domingo, 20 de setembro de 2009

Eu tô tentando

Voltar a escrever novamente aqui não é tarefa das mais fáceis, já que o tempo e a falta do que escrever, ou ainda a dúvida do que escrever, me fazem empurrar com a barriga a atualização do blog, e dessa vez quis mudar algumas coisas, acho que numa extensão do que to fazendo há mais de um ano, mudando, arrumando minha vida, tentando fazer uma faxina geral, organizando as estantes dos meus sentimentos, lavando tudo que deixei que sujassem, que eu mesma sujei, consertando e colando peças de mim essenciais para o meu funcionamento. Não posso deixar que ninguém entre na minha vida assim, diante de tanta desordem.
Eu tô tentando Diante do impossível Eu tô tentando Diante do não Eu tô tentando Quando chego em casa e encontro a solidão Eu tô tentando Quando entro no mesmo ônibus Quando subo a mesma rua Eu tô tentando
Quando abraço alguém Quando conforto um coração Eu tô tentando Na sala de aula No trabalho No almoço com a família Eu tô tentando Nas ruas, na fila do banco Na igreja, bem ali No meio de milhares de pessoas Quando fecho os olhos A frase se repete: Eu tô tentando Eu também tô tentando Sorrindo, chorando Correndo, andando Eu tô tentando Manter a calma Erguer a cabeça Pensar positivo Eu tô tentando Erguendo muros Derrubando muros Superando a mim Superando meus limites No impossível, acreditando E por mais que eu dependa de circunstâncias Nelas mesmas, eu tô tentando E até mesmo com você, que está lendo isso agora, eu tentei, Eu tô tentando. Fel

sábado, 13 de junho de 2009

Hoje é dia de agradecer, somente agradecer

“Hoje eu não quero retirar nada dos teus celeiros 
Hoje eu não quero me assentar à mesa do banquete 
Hoje eu só quero te adorar por tudo o que Tu és”
.
Hoje não quero pedir nada, hoje meu coração só quer te agradecer



Hoje vim agradecer por ser minha força
quando já não pude resistir
Hoje vim agradecer por ser meus olhos
quando não pude mais enxergar
Hoje vim agradecer por ter me sustentado
quando meus joelhos fraquejaram
E já não conseguiram mais ficar dobrados
Hoje vim te agradecer por ter fortalecido minhas pernas
e adestrado minhas mãos para o meu maior combate
Hoje vim te agradecer por ter sido meu abraço
quando me cirandou o terror noturno
Hoje vim te agradecer por ter sido minha fortaleza
quando me procurou o dia mal
Quando o medo bateu em minha porta e sussurrou meu nome
Tu estavas lá, e respondeu por mim dizendo:
Ela não pode ir agora
Hoje só tenho a agradecer por tanto tempo tens andado comigo
E agora, neste deserto, estamos passando juntos
Antes de vir pra cá, seguraste minha mão e me fizeste lembrar de tudo o que passamos juntos, até hoje, da nossa amizade, da nossa comunhão, da nossa intimidade, das nossas conversas, dos meus medos, das minhas revoltas, do teu amor, do teu abraço em meio ao caos, em meio ao desespero, em meio ao grito, em meio a dor, e duma só expressão
“Eu estou aqui, bem aqui, não tenha medo” E foram tantas coisas nesses dez anos, e foram tantas histórias, alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, perdas, ganhos, experiências, das mais variadas, eu vi o sobrenatural por tantas vezes, descobri minhas fraquezas, meus espinhos na carne, aprendi a reconhecê-los, descobri meu dom, meus dons, a fraqueza que tu aperfeiçoas para Ti, incompreensível para mim. E o que eu posso fazer para retribuir? Se tudo o que tenho, vem de Ti, até esse desejo de te adorar vem de Ti, até essa imensa saudade que faz arder meu coração também vem de Ti.
Que amor é esse hein? Que amor é esse que tens pelo homem, por mim? Eu não entendo. Só tenho a agradecer pelo dom da Vida, por ter me dado o Meu Livro de presente e a total capacidade de escrevê-lo. Só tenho a agradecer pela minha família, meus amigos, perfeitos, da forma como quiseste moldar o meu caráter. Só tenho a agradecer pela minha saúde, pelos meus sentidos perfeitos, pelo abrir dos meus olhos para mais uma chance a cada dia. Só tenho a agradecer pela minha cura, por estar restaurando meu corpo, minha alma, meu espírito, meu amor. Só tenho a agradecer pelo caminho que ainda estou trilhando em busca da cura perfeita. Só tenho a agradecer por ser meu maior Intercessor, meu Braço Forte, minha Morada, Rocha onde firmada vou para batalha, minha Fortaleza, meu Bom Conselheiro, meu Deus, meu Senhor,
meu... Amigo

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Hoje é dia de Declaração de Amor

Hoje é dia dos namorados, dia do amor, dia de declaração de amor. E o amor cura, e ninguém melhor que eu Rafaela, uma pessoa que o amor curou, pra dizer que o amor realmente cura, que ele transforma, e que ele muda qualquer situação. Não importa o tamanho da ferida, ele faz sarar, não importa o quanto ela esteja doendo, o amor sempre dá um jeito, é um bálsamo que traz refrigério pra alma. E qualquer amargor, qualquer travo faz cessar. Isso é amor.
Existe gente no mundo que nasceu para amar, que são sensíveis por natureza, e existem outras que aprendem no meio do caminho, que se tornam sensíveis porque a vida quis, às vezes são obrigadas, assim: ou amam ou amam, sem escolha, amar deixa de ser discurso e vira essência, vira parte da alma, a purifica também.
Quando amamos nossas palavras são afáveis, nosso sorriso é aberto, sempre somos otimistas, planejamos cheios de entusiasmo, temos bons conselhos para dar, temos perdão para ofertar, acreditamos nas pessoas, damos crédito, apostamos. Quando se tem amor se quer dividir, é por isso que existe um monte de gente dividindo tudo por aí, divide o salgado na cantina, o cobertor no frio, o copo de guaraná, o sorriso, a lágrima que cai, quando se tem amor por mais que se pense mal, se guarda tudo no coração, porque se ama.
E hoje, no dia em que muitos "te amos" estão sendo ditos por aí, a todos os namorados, de qualquer idade, que sinceramente se gostam, meus parabéns, vocês realmente têm sorte. E quanto a mim, bom, eu como sempre tenho muita história pra contar...

Escolheu a melhor roupa, arrumou-se toda.

O cheiro era novo, diferente. Maquiagem – não, ele não gosta – ela também não. Olhou no espelho, nos olhos duros, sempre foram olhos duros, mas agora estavam mais rígidos ainda, quase petrificados, era dor ela sabia.

Era dia dos Namorados, e ela ainda tinha esperança, podia acreditar nas palavras dele, no que mentira nos últimos meses, mas estava disposta a perdoá-lo, queria mais uma vez se declarar, treinou os diálogos, repassando as falas na frente do espelho, parava, olhava, reconhecia, tinha medo.

Desceu as escadas e foi a pé, a casa era bem próxima, logo ali na outra esquina. Durante o caminho ia pensando em como tudo passou tão rápido, em como o tempo não estava ajudando a cicatrizar a ferida que teimava em continuar aberta, mal sabia ela que, logo mais, um dedo invisível reviraria novamente a chaga.

Dobrou a esquina e pasmando se deparou com o casal que mais a frente caminhava, espere, deixe-me descrever:

_ O Rapaz, magro, alto, de andar mole, como sempre teve, com a mão na cintura de uma moça. A moça, proporcional, bonita, de mão no ombro do rapaz.

Hum! É engraçado, mas ela não teve medo, dessa vez foi ela quem caminhou bem atrás, seguindo os passos, só no cheiro, esperando para que ele virasse e olhasse bem nos seus olhos, mas ele não virou, e ainda pôde ouvi-lo sussurrando no ouvido da outra. Ela parou e esperou que o casal sumisse no final da rua, voltou pra casa, lavou o rosto, sentou no sofá da sala, e tirou do peito a sua declaração de amor. Eu nunca quis prendê-lo, eu nunca nem lhe quis assim, pra mim Eu só quero o que é meu e você, ah você é do mundo inteiro E você não tinha obrigação de me querer, nem de olhar pra mim, mas olhou e aí eu me perdi, olhar pra você foi meu maior erro, e o seu, retribuir. Olhe, é certo que as coisas caminharam pra um lugar que eu não queria que chegassem, mas o que posso fazer? Lembra quando me dei conta de que estava me prendendo, ai meu Deus eu estava me apaixonando, de onde estava já não podia mais voltar, eu falava, agora falo o mesmo, só que voltando do caminho. Nada tem mais graça, continuar, muito menos voltar, se eu tivesse uma borracha apagaria tudo e começaria uma nova história, mas agora já não dá, eu sei, e por causa de você eu aprendi a dizer não, eu disse não, os “nãos” que eu me cansei de ouvir, agora são tão fáceis pra mim. Me perdoe, eu sei que já estou perdendo a razão, ainda me pergunto que loucura estou fazendo sabendo que nada vai mudar, mas hoje eu quero que você saiba que nunca será lembrado como tristeza, porque foi de minha alegria razão por muitos dias, quero que saiba que tenho tanta raiva de ainda gostar tanto de você assim, que não existe ninguém aqui agora, só a constatação das últimas coisas que bate à minha porta: eu ainda não te esqueci.

Desculpa, não falo mais nisso

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A razão das últimas coisas...*

Final de expediente duma tarde que parecia comum, só parecia, arrumei a mesa na qual trabalho, coloquei os papéis na pasta, arrumei a bolsa e saí, havia algo que perturbava minha mente nos últimos dias e saí mais cedo, precisava passar no shopping ainda. Peguei um caminho diferente, precisava de tempo para pensar, pôr as idéias no lugar, entender o medo que me afligia. Passando por uma parada de ônibus me surge um vulto feminino, era Luciana, olhei bem pra confirmar, era ela sim e corri para abraçá-la.

- Luciana!

- Carolina, amiga há quanto tempo!

Não nos víamos desde a última vez que fui a sua casa para fazer um trabalho de um curso de informática que fazíamos juntas, e isso há muito tempo. Luciana era uma amiga que mesmo longe era muito querida, tinha por ela imenso carinho e consideração. Vê-la ali me era surpreso, porém a alegria de reencontrá-la dissipou qualquer indagação. Ela me abraçou e começamos um pequeno diálogo que se mostraria revelador:
- Carol, você está bem, tá trabalhando?

- Naquela loucura de sempre amiga, mas me conta você, como anda, tá trabalhando?

- Não Carol, ainda tô sem trabalho, anda difícil demais, mas to estudando, fazendo faculdade... Amiga, conheci uma pessoa, é um cara legal, carinhoso, atencioso, só que também é muito ocupado, mora num bairro aqui perto, Jardim Arrebol, e deve tá chegando aqui pra me pegar, vamos ao show do Djavan hoje.

- Luciana, que bom, fico feliz por você, ah meu namorado também mora no Arrebol, engraçado, devem se conhecer, você tem sorte, acho que meu namorado nunca me levou no show do Djavan, nem de ninguém, rsrsrsrs. E o que ele faz?

- Ô amiga fica assim não um dia ele te chama, homem é assim mesmo, mas ó meu namorado é jogador de futebol, não é conhecido não mas tá batalhando aí.

Naquele instante um fogo começou a subir pelo meu corpo, minhas orelhas deviam estar vermelhas, o calor que saia do meu hálito não era normal, comecei a tremer e antes que ela falasse mais alguma coisa tratei de despedir-me, ela ainda insistiu num “ô fica aqui pra você conhecê-lo”

_ Lu, tenho que ir ainda vou no shopping, é sério tenho que ir.

O celular dela tocou, era ele, o namorado, dizendo que já tava chegando, naquele instante meu coração acelerou ainda mais, precisava sair dali o quanto antes, e saí. Fui andando meio atordoada com a história, com os pensamentos que durante o mês inteiro me conturbava o senso, parecia até que o tempo havia parado, será?, aquelas palavras “jogador de futebol”, “morador do Arrebol” remoendo na minha mente, até que achei um banco de praça, sentei e liguei pro celular do Marcelo. “Esse telefone encontra-se desligado ou fora da área de cobertura”, a mensagem insistia cada vez que eu tentava, e mais ainda aumentava minha agonia.

Conheci Marcelo há três anos, desde os tempos em que ele jogava nas categorias de base de um time local, sub-dezoito, numa partida que fui assistir, despretensiosamente, arrisquei uma conversa e começamos um relacionamento. Um namoro meio estranho, cheio de idas e vindas. Ele dizia que gostava de mim, e eu que o amava, mas dos dois não havia entrega, essa é que é a verdade. Nesse último ano ele começou a jogar profissional, e o meu trabalho consumia mais que meu tempo, consumia minha vida inteira, assim o namoro foi esfriando, até que nesse fim de ano ele me disse que iria viajar pro Sudeste pra tentar um contrato fora. No começo a idéia me pareceu ótima, mas o comportamento dele começou a me parecer estranho. Mulher é assim, esse negocio de sexto sentido tem sentido, e não é só mãe que tem não, toda mulher tem. Bom, passados alguns dias a frieza de Marcelo me importunava e me fazia desconfiar de suas ausências, de sua falta de cuidado comigo. Fui à casa de Luciana, tinha medo de descobrir alguma coisa, ela não sabia da existência de Marcelo, que ele era meu namorado, nem ele sabia que ela era minha amiga, nunca toquei em seu nome pra ele. Ao chegar lá ela me recebeu como sempre, alegre e espontânea, minha amiga jamais me enganaria, me levou até seu quarto e mostrou-me a mala em cima da cama, com algumas roupas dobradas e algumas por arrumar.

- Muita bagunça, vai viajar? -Ela se arrumava para um banho, enquanto eu recolhia algumas peças de roupa pelo chão.

- Vou amiga, to indo pra Salvador, com meu amor. -Ela entrou no banheiro e eu, caí sentada na cama. Do banheiro, sua voz confundindo-se com o barulho do chuveiro tentava me falar “vamos viajar juntos, ele vai pra um teste num time baiano”

Minhas lágrimas já molhavam as etiquetas das roupas novas compradas para a viagem, quando avistei as cartas, juntas, num cantinho da escrivaninha, nunca mexi nas coisas de minhas amigas, muito menos nas de Luciana, mas reconheci a letra, era a letra de Marcelo, nervosamente comecei a lê-las, uma a uma, só parando com o grito de Luciana “olha as cartas que ele escreve pra mim, ta aí em cima” A esta altura eu já estava na porta de saída do apartamento de minha amiga, em direção ao elevador, não encontrei acesso, corri às escadas, desci rapidamente, com uma confusão na mente, meio atordoada saí à rua, o dia era claro, o sol ofuscava minha visão e eu não enxergava mais nada, procurei sentar-me no meio fio, respirei, peguei o celular e liguei pra D. Ana, mãe de Marcelo

- D. Ana, é Carolina, D. Ana, Marcelo vai viajar pra onde?

- Minha filha, ele não disse, ele é assim, inventa essas coisas e nem diz pra gente.

D. Ana era uma mulher muito boa, gostava de mim, mesmo eu não sendo a namorada ideal pra seu filho, sempre me tratou bem, sem muitos afetos ou paparicagens, fazia-me ouvinte de suas histórias em sua cozinha e eu realmente gostava de ouvi-la.

- D. Ana seu filho tá me traindo.

Ela lamentou e pediu desculpas por ele, mais tarde o telefone tocou, era Luciana preocupada comigo, eu lhe expliquei a situação, ela se desculpou, não viajou mais com Marcelo, mas soube que ainda ficam juntos, vezes por aí. Ainda tenho a amizade de D. Ana. Quanto a Marcelo...
Ele jamais havia me levado a um show do Djavan, ou de quem quer que fosse, nunca me chamou pra viajar, nem pra ir ali, na esquina tomar um guaraná nunca, nunquinha, sempre me negou um pedacinho de sua atenção, um cantinho do seu olhar, e eu mendiguei por tantas vezes... Eu tenho um pedaço de carne batendo aqui ainda, sabia? E por tantas vezes eu dizia, cantando,
aquela velha música do Leoni: Por que não eu? ah, por que não eu? Não era difícil entender, enquanto eu cantava Em outros braços ele zombava Me expôs, me revelou, me maltratou E eu sustentei o não-merecer como resposta até o último dia Até me convencer que realmente não o merecia Por instante que fosse, eu não o merecia Deixa que eu era boba, tola, infeliz E ainda por cima burra não é assim? Mas deixa que alguém me disse Enxugue o rosto menina que lágrima não enfeita não E há de encontrar alguém que te queira bem Que passará a mão na tua cintura E com orgulho caminhará contigo na rua E quando a preocupação chegar o primeiro nome lembrado será o teu e o telefone então vai tocar e foi assim que aconteceu.
* Essa história é puramente fictícia, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

E minha conversa com Ju continuou...

E minha conversa com July Paiva não terminou só em futuro não, discutimos sobre muita coisa e no final veio aquele assunto de sucesso, principalmente no imaginário feminino, assunto que vende milhões de discos e livros, que movimenta mercados e milhões de cifras no mundo inteiro, que por ele se mata e até morre, adivinhem? é, é o amor.
E July me disse: como é que tem gente que vive com quem não ama? Que passa a vida inteira do lado de quem não ama de verdade? E eu completei –casa, tem filhos, constrói família, empresas, sociedades, sonhos, com quem não ama de verdade, isso acontece nas melhores famílias moça. Aí Ju interrompeu –Deus me livre de ser assim comigo mulher, se eu tiver de casar que eu case apaixonada.
É meu querido, tem gente que vive com uma pessoa a vida inteira, carregando outra no pensamento, e mulher adora fazer isso, faz isso como ninguém, como já dizia Zé Ramalho, “quantos segredos traz o coração de uma mulher”, aí eu lembrei das palavras da sábia Jô Benício sempre justificando a classe: “por isso ao homem ficou o mandamento mais difícil, pois a mulher para amar Rafa, basta ser amada”.
Josélia vive tentando me convencer que tem fórmula pro amor, que quem escolhe é o homem, que relacionamentos só dão certo quando o homem ama mais, que paixão é ruim e que nunca vem antes das duas metades se conhecerem de verdade, que mulher ama demais, e esse monte de coisa, que eu nunca concordo muito, mas escuto. Escuto e retruco, pois pra mim o amor não tem fórmula, ele chega e pronto, ele completa, ele traz a paz desejada, ele caminha de mãos dadas com a tranqüilidade, com a maturidade, com o desejo, com o bem querer, e que não combina com medo, com inconstância, com covardia, nem com dúvidas.
Eu vi histórias de amor, de amores que lutaram, esperaram tanto, por um olhar, por uma palavra, pra sentar junto no ônibus, na parada de ônibus, que levavam o amor por dois quilômetros no varão de uma bicicleta, que esperavam um plantão inteiro pra sair junto, que ligaram pro informador pedindo o número do telefone, que estacionavam o carro na frente da casa da pessoa amada, que subiam em prédios pra olhar pelos "combobós" o amor jogar futebol, ah eu vi gente, eu vi isso, eu vi amigos que amaram até que a amizade se transformou em amor, eu vi amores que esperaram o amor sair de casa, sair do emprego, mudar de cidade, eu vi gente que se arrumava pra impressionar num lugar onde o amor não estava, mas acabou encontrando-o no meio do caminho, eu vi isso também, e vi e vejo um monte de histórias bonitas sobre amor, e quem sabe numa delas eu tenha passado, eu tenha estado ou ainda vou estar?
Voltando ao diálogo com minha amiga Ju, eu disse que não me importa o quanto eu seja uma idiota, mas que nunca fique com alguém, quer junto ou para sempre, sem estar apaixonada, sem sentir aquela tremedeira nas pernas, aquele gelo descendo pela espinha, seguido daquele fogo no rosto, que parece que vai explodir, daquela preocupação com o beijo, com o cheiro do cabelo, daquela alegria de contar tudo pras amigas, daquele sorriso que convence mãe, pai e irmão, ou ainda aquelas frases “não, não vou não que ele vai ligar”, “ele vai me ligar assim que chegar em casa”, “aí a gente vai junto”, ou a célebre “vamo mulhé que o menino tá lá me esperando”...rsrs
Claro que isso tudo eu não falei pra Ju, nisso tudo eu estava pensando quando ela me interrompeu –Mas homem também se apaixona Rafa, mesmo ficando com o mundo inteiro, e eles sim são campeões em esconder paixões, em carregá-las pro altar e depois pro túmulo. Eu sorri e disse: será?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sonho = Futuro, e o futuro como será?

Passadas as primeiras e últimas coisas, estamos aqui, vencendo as batalhas, as lutas internas, as externas e até as alheias, lutando batalhas que não são nossas até, mas vencendo sempre, sempre. Não há motivos pra não ser assim.
Essa semana eu e July Paiva estivemos discutindo o futuro, o que será de nós daqui a uns dez, vinte anos, vai saber? Eu não procuro pensar muito nisso agora não, nesse momento eu penso em muita coisa, mas principalmente na bendita monografia, nesse segundo capítulo que teima em não querer sair, nele eu falo de educação, e educação é deeeeeeeessssse tamanho, mas eu gosto.
E o futuro? bom, o que vou fazer depois que sair ali naquela Treze de Maio com aquele papelzinho balançando na mão dia 10 de julho, se bem que a gente nem recebe o diploma no dia da colação mesmo, demooooora o negócio.
E aí hein? Estudar pra concurso, e enquanto o concurso não vir? Eu faço o quê? Tento investir na área e arrisco um mestrado fora, em Minas, pra ser mais precisa? Ou uma outra faculdade? Ciências Políticas, ou tento novamente pra Jornalismo? Bom, uma certeza eu tenho, parar de estudar jamais. Eu acho que vou viver disso, de estudar, é que é tão bom, vicia, acho que vou viver disso e morrer disso, de estudar. Eu queria era ter mais tempo ($) rsrsrs
Bom, voltando a minha conversa com Ju, aconselhei minha amiga a fazer Psicologia, ela disse que sempre gostou da idéia, aí eu disse: invista. Realmente ela tem vocação, só em me ouvir, ouvir minhas besteiras pacientemente, e eu sei o quanto minhas besteiras violentam o Ser dela, mas ela ouve, e a gente acha que psicólogo tem que ouvir mesmo tudo calado né? não sei, só sei que Ju é assim e eu dou o maior gás pra que ela tenha estabilidade para investir nesse sonho.
E sonho hein? Sonho = Futuro, e eu tenho tantos que tenho até medo deles. É muita coisa nessa minha cacholinha, mas agora eles estão dando um tempo, procuro não pensar muito neles agora não, só tenho que ter cuidado para não esquecê-los. Eles foram adiados por um instante, pra que o presente pudesse encontrar espaço, só por isso, mas vou voltar a investir neles, semestre que vem começo um desses investimentos, que só darão renda pro meu prazer, vou aprender a tocar um instrumento, se Deus assim permitir, ainda não sei em que horário, mas eu sempre dou um jeito né mermo?! Eu sempre tento, eu sei que dá, eu sempre chego, dá tempo eu sei, e não desisto (exceto quando me faz mal ou faz mal a alguém).
Quanto ao resto fica aqui na minha mente, como eu disse meus sonhos dão medo, e não quero assustar ninguém agora. Só peço a Deus que permita o tempo certo pra que todos eles se realizem, que eu saiba esperar, que eu tenha sensibilidade para percebê-los, pra que as pessoas certas possam protagonizá-los, e pra que em nenhum momento a dúvida me impeça de arriscar, porque dúvida é medo e medo eu não conheço faz tempo.
Agora?
Agora eu quero andar de mãos dadas
com "o que seja o que Deus quiser"
Agora eu vou viver pela fé
o mal, eu vou deixar passar
o bem desejado, esse eu deixo ficar
E a solidão, minha companheira
Ah, qualquer dia lhe dou uma rasteira
Deixo ela em qualquer esquina por aí
pra vê se ela aprende, a infeliz.
"Essa Tal Felicidade Tim Maia
Já rodei todo esse mundo procurando encontrar
Um amor, um bem profundo que eu pudesse realizar
Os meus sonhos de criança, como todo mundo faz
De formar uma família como era dos meus pais
Mas o tempo foi passando e a coisa mudou
Solidão foi se chegando e se acostumou
Essa tal felicidade, hei de encontrar
Mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar
De uma coisa eu não desisto, sou fiel não abro mão
De ter filhos, ter amigos, companheira e irmãos
Se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar
Mais aumento o meu desejo de afinal te encontrar
Mas o que eu não me acostumo é com a solidão
Um pedaço do seu beijo ou seu coração
Isso já me fortalece me faz delirar"

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Essa tá aqui faz tempo

Preciso de uma página em branco, preciso passar a limpo tanta coisa. Preciso de uma página em branco pra arremessar as idéias que ficam em redemoinhos na minha cabeça. Preciso de tempo, o tempo que foi me dado é muito curto, e até agora só serviu pra me preocupar com nada mais que meu próprio umbigo, e me enrolar com meus próprios engodos. Preciso de uma tarde, de uma semana toda, de um mês inteiro. O meu desejo agora era um mês inteiro, pra fazer tudo do meu jeito, como eu quero. Preciso parar um pouco ou pararei definitivamente, preciso fazer coisas há tempos planejadas, preciso estar só, preciso estar também acompanhada, preciso de tanto e sei que não preciso de nada. Tudo o que eu preciso está realmente ao meu alcance, mas eu preciso. Eu preciso mudar, eu preciso quando quiser arriscar, eu preciso decidir, ir e tentar. Preciso pôr meus sonhos no lugar, voltar a contemplá-los na minha frente e não mais de lado. Eu preciso disso, é sério. Eu preciso de um tempo pra mim, de um tempo pra tudo. Sabe, preciso de tempo pra muita coisa, pra reparar mais nas pessoas, para amar quem está ao meu redor, para dá-los mais atenção, tempo pra conhecer as coisas que eu não sei, tempo pra escrever, tempo pra chorar por mágoas que podem contaminar meu amor, se não expurgá-las agora, preciso conversar, dialogar mais com Deus, com meus amigos há tempos esquecidos, dialogar com minha alma que anda tão maltratada, a coitada, ultimamente só apanha. 
Ah alma, tão miúda e medíocre  
Alma minha ferida, e entediada nesses últimos dias 
Alma cansada, que faz ainda mais sisuda a minha tez 
E que de vez, tenta me controlar 
Basta para ti alma, faz-me aquietar 
Alma que procura onde não há 
Sinais de coragem pra continuar 
Ah alma minha que subversiva outrora 
Agora se vê covarde, conformada 
Vem debaixo de açoites me subjugar 
Apanha alma e te faz forte, apanha negra alma e te faz alva, e te torna em sangue e dor como a morte e não questiona quando fores aviltada, mas teme e segue em frente 
Pois aquele que fere não entende 
Nem aquele que passa no caminho de largo 
Mas aquele que cura as feridas, esse ama de verdade. 
Inspiração: 
"ESCUTA, ALMA QUERIDA! 
Se alguém te apedrejou o coração, 
Não plantes ódio na alma contundida, 
Nem pranteies em vão... 
Sustenta, no caminho da esperança, 
O perdão por dever, 
Não te dês à vingança 
Esse alguém vai viver. 
Dá sublimado amor que o mundo não descreve,
E, se alguém te despreza com mentiras, 
Não repliques, de leve, 
Nem lamentos profiras; 
Segue à frente, na paz em que te escondas, 
Abraçando a humildade por prazer. 
Por maior seja o insulto, não respondas  
Esse alguém vai viver. 
Seja onde for, se alguém te suplicia, 
Sob golpes brutais, 
Não reclames, não percas a alegria,
Nem te azedes jamais!
Acende a fé no peito sofredor
E procura esquecer.
Infeliz de quem ri na capa de agressor!
Esse alguém vai viver.
Escuta, alma querida!
Quem ofende ou se põe a revidar
Atira fogo e lama à própria vida,
Compra fel e pesar.
Cultiva a compaixão serena e boa,
Envolve todo o mal em bem-querer.
Ai daquele que fere ou que atraiçoa!
...Esse alguém vai viver!!!"
(Chico Xavier)
Eu preciso só parar um pouco, é só isso. “Eu sou um ser humano, se me bater eu sangro” Peter Parker (Homem Aranha)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Voltando




Como disse estou voltando a escrever por aqui, depois de muitas águas passadas, depois de muito tempo sem tempo, depois de muito cansada. Pretendia voltar no dia do aniversário do meu blog, domingo, mas a febre não deixou, essa virose que ataca todo mundo me atacou também, e febre, frio e chuva não combinam bem, e se combinar vira pneumonia. Ando meio longe daquilo que se parece normal, esse ano se mostrou até legal no começo, mas agora já tá embolando o meio de campo, e é sempre assim, quando as coisas não dão certo as outras vão atrás, são coisas invejosas, que querem imitar as outras. Por vezes tive vontade de vir aqui e escrever, mas não deu, falta de tempo, de inspiração, de coragem, e por aí vai. Mas agora eu tô de volta porque meu blog tava largado e quem dera eu tivesse tempo pra cuidar dele e deixá-lo todo bonitinho igual a muitos que eu vi por aí, mas qualquer dia eu enfeito esse negócio aqui. Nesse tempo longe eu vi muita coisa, e quando achava que já tinha visto tudo constatei que não tinha visto nada ainda. Aprendi muito, e é assim, me ensina vida que eu to aqui pra aprender, sou do bem, pago pra vê. Vi que a mentira e o pensar em si mesmo são irmãos, não são gêmeos, mas são filhos do mesmo pai, vi que as pessoas estão em busca de qualquer coisa menos de tranqüilidade, vi que mentir com palavras dói menos do que com atitudes, vi que realmente mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira assim como fala na música, e que aquilo que o nosso coração desconfia ser, na maioria das vezes é, a gente é que não quer reconhecer, e aquela história do “não importa o quanto você se importa, algumas pessoas simplesmente não se importam”, isso é uma máxima. Vi isso e muito mais, reconheci alguns erros, descobri tanta coisa, é e Deus sabe, eu não procuro não, as coisas vêm até mim, eu não tenho culpa, se as verdades se desnudam quando me vêem passar, parece que pra zombar de mim até, mas chegam no tempo certo, as verdades acenam pra mim do alto da torre e gritam: olha! lá vai ela, lá vai ela! Foi sempre assim, o ofendido sempre é o último a saber, mas no final ele sempre acaba sabendo, e isso não só é máxima, como é bíblico. E o que eu devo pensar agora, o que eu devo fazer? Vou fazer um poema besta
 
Poema da constatação da incerteza 
Senti vontade de voltar antes
De olhar na janela e vê se o tempo ainda tava nublado lá fora 
E se tudo o que eu acreditava ainda existia pra mim 
Lá fora a música ainda tocava 
E eu a seguia em cada esquina 
A cada verso trocava de rua, procurava, corria 
Meus passos que nunca foram meus 
Andam sozinhos agora, 
Por si traçam caminhos em busca daquilo que sempre quis. 
E o que eu sempre quis? 
Onde meus pés chegarão? 
Depois de tanto correr 
Ao cruzar a próxima avenida eles me dirão 
As mesmas ruas, as mesmas casas, 
Eu já sei até a direção 
E as minhas asas que nunca mais se abriram 
Para onde me levarão? 
Se ousar erguê-las, se fechar bem meus olhos 
Se me lançar? 
E meus sonhos, agora guardados, quem vai neles apostar? 
E meu sorriso, espontâneo e sem culpa 
Indagava sofrimento a quem tinha dor 
Agora, relaxado, justifica-se com todos, sou obrigada a justificar-me aqui? E meu olhar que sempre planou no ar, 
sem medo de sonhar, de pensar, de imaginar, de construir, 
agora espera, pára e contempla, antes de seguir 
E onde eu vou chegar? 
E como vai ser, 
e que música vai tocar? 
E quanto tempo eu vou ter que esperar 
Pacientemente, mais uma chuva passar?

domingo, 22 de março de 2009

Porque eu tô voltando

"Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando"
Voltando a escrever novamente por aqui só pra não perder o costume desse negócio legal que é o blog. Fofoqueiro, mas legal. E por falar em fofoca tenho uma das grandes, é que agora eu tenho um novo blog em parceria com minha amiga e irmã Aline, menina que eu tanto amo, bibliotecária que eu tanto admiro. É o AD LIBRIS, blog criado em homenagem a turma do curso de Biblioteconomia 2008.2(UFC), minha turminha que levarei pra sempre em meu coração. Bom, quem por algum acidente de percurso vier por aqui e desejar visitar ou contribuir, fique a vontade, não é a Crasa, mas é casa de amigos.
Um cheiro no coração.
*Composição: Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós