domingo, 25 de outubro de 2009

Eu levanto

Semeando com lágrimas
Trazendo a Arca
Como um deserto minh'alma está
Muitas razões para desistir
Que vontade de chorar
Mas eu sei não devo descansar as mãos
Pois quem insiste e semeia
Ainda que chorando
Voltará trazendo consigo
Seus molhos cantando
Semeando com lágrimas
Com um rio nos olhos
Sem descansar as mãos
Semeando com lágrimas
Os que semeiam com lágrimas
Com alegria colherão
Eu sei voltarão
Por mais que as coisas estejam escuras, o céu esteja cinza, de um cinza metálico implacável, rígido, intransponível para o meu gemido, aplacando qualquer balbúcio que saia dos meus lábios, por mais que as ondas desse grande mar estejam querendo me afogar, por mais que ela, a onda, tente me atemorizar, o que eu vou fazer? vou correr?, ah não dá, eu vou é ficar, ficar e esperar por ela, com toda a coragem de menino que me resta, daí eu ponho a mão, tampo o nariz, fecho os olhos e tomo o caldo...
e levanto, eu levanto, ah se levanto, meio desorientada é bem certo, mas levanto...
FEL

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