sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O pão A Palavra O amor

O pão alimenta o homem
É por ele que toda manhã
Uma redoma de gente corre de um lado para o outro.
É por ele que se faz guerra
A Palavra alimenta o ego
É por ela que se formou tudo o que se tem
Todos os dias milhares delas são ditas ao vento.
É por ela que se faz guerra
O amor alimenta a alma
É por ele que todas as noites volta-se pra casa
Numa confusão de luzes, sons e pensamentos.
É por ele que também se faz guerra
Nem só de pão viverá o homem
Nem só de palavras viverá o amor
E a guerra?

sábado, 23 de agosto de 2008

"Saudade é parafuso de rosca que nem batendo entra, só vai torcendo, torcendo...e torcendo"

Uma saudade que já arranha o peito faz um tempo. Lembrar de tudo o que construímos nesses 4 anos, faz a gente refletir, sorrir e até mesmo chorar. Não entendo como passou tão rápido, parece que estou vendo o dia em que entrei no departamento de Biblioteconomia pela primeira vez, e fui recebida pela Ingrid, hoje bibliotecária. Depois a recepção lá na ADUFC, o Jonjon sempre tratando a gente tão bem, e o bibliotur, nunca me esqueço, tudo isso passa como um filme na minha cabeça. Construímos muito de nós nesses quatro anos, mas o que de melhor fizemos foi, com certeza, as amizades, os elos, as “hibridações” (como diz o professor Tadeu), nada melhor do que externar esse sentimento e essa saudade que já atravessa nosso coração. Como não lembrar das duplas, Bárbara e Sofia, Giordana e Séfora, Ananda e Dani, ou o trio, Aline, Elisama e Cibele, ou ainda o quarteto, Mônica, Val, Conceição e Rafaela. E as três-marias Guerreiro, Henrique e Chagas, com algumas participações da Mastroianni (Geórgia) Convivemos com nossas diferenças e aprendemos a respeitá-las. Aqui, eu me lembro das aulas de Filosofia e do “sertanojo”, ops! o respeito gente, não importa se dá nojo ou não, o respeito. Prof° Eduardo Chagas, com ele o primeiro seminário e a Biblioteca de Alexandria, lugar de cura das almas. O professor Assis e as starlight, vão tudo entrar pro high society! E quem lembra do Eduardo Freire, e a “vaca está no pasto” kkkkkk, depois veio o prof° Clódson, com seu Durkheim e sua L 200, rsrsrsrs Depois o Cícero e suas falácias, sempre dizendo não Rafaela não é isso! Chegamos ao ponto de ganhar o título de pior turma da história da Biblioteconomia cearense. Quem lembra? A expectativa com a chegada da professora PHD, aquela que vinha do Canadá (ops!) e a gente ia pegar logo de cheio, Drª Virgínia Bentes vindo com força total e de quebra um pós-doutorado, meu Deus estávamos lascados. Alguém ainda lembra alguma coisa de estatística? Se lembrar, me fale, estou precisando de aulas. E agora, no final, o Marcus Vinícius, com sua paixão escancarada pelo Machado de Assis, e suas Helenas e Capitus. E os casais que foram feitos. Henrique e Núbia, nem me fale, ô cabra mole esse Henrique, quase que perdia a moça com tanta enrolação naquele banquinho. E Sofia e Jonathas, o casal mais bibliotecário que existe. Leonid e Cris, bem antes já eram. E o mais representativo, Kátia e Josimar, tem até trilha sonora “... e quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração...”. Gente, eu ia me esquecendo, tem o Davi que marcou um golaço nos acréscimos do segundo tempo com a Lorena. Nossos seminários, trabalhos, as nossas confusões, meu Deus, como passam rápidos esses quatro anos, se pudéssemos voltar no tempo. Casa de praia que nunca dava certo ir todo mundo, festa black-lilás, casamento, chá-de-panela, pão árabe na Gentilândia, as filas do RU, as gestões do CA, as reuniões no DCE (né Sofia? em prol do Bem do CA). A nossa artilheira Werlyana, orgulho da turma, a bibliotecária mais bonita do Ceará. O Zé Ronaldo, exterminando os bibelôs do céu (menina branquinha, candinha e que fala “ah não sei”). O Leandro chegando tarde do Fortal e fazendo o ônibus atrasar duas horas, todo mundo com fome viajando pra Maceió. E já no finalzinho, fomos chamadas de intocáveis, pelo fato de não fumar, não beber e não “ficar”. Só lembrando a minha filosofia: todo mundo pode ser o que quiser, você não precisa me aceitar, só manter a diplomacia. E finalmente, a pergunta que não quer calar, todos fecundarão ou não fecundarão? Não podia deixar de falar desse amigo, Guerreiro de luta e de nome. Temos ainda o povo que foi chegando: Gleicy, Vanessa, Juliana, Vanessa Wil, Laura e Manoela, e o povo que foi saindo: Neto, Marcílio, Beth, Cibele L, Lidiane e claro ela Margareth, menina excentricamente notável. Tem muita coisa que ainda falta escrever, mas o tempo não permite. O que fica é saudade apertando, por todos os lados por onde passo. Como diz o professor Airton Soares, a saudade é um parafuso de porca de rosca que nem batendo entra, só vai torcendo, e torcendo, e torcendo...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Amigos a gente escolhe, mas estes quem escolheu pra mim foi Deus

Amigo é flor que nasce no quintal de casa às vezes, até sem a gente pedir Mas é flor tão bonita que, da dádiva de ter nascido ali, a gente cuida sim.