Tenho um amigo
Ele tem uma cadelinha
É assim que ele a chama:
A minha cadelinha
Fala dela com carinho
Explica seus jeitos, suas carinhas
Quando chega a põe nos braços
Quando festeja até sorria
Quando planeja a põe nos planos
Sua chegada
Sua alegria
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Tenho um grande Amor
Tenho um grande Amor, não precisa nem falar né? Devo tudo a Ele, não nego, pagar, nunca vou poder. É isso que me faz tão dependente desse amor. E eu sinto isso, é sério. Todas as noites nos encontramos. Algumas vezes, é verdade, eu falho, mas mesmo assim Ele vem, nem que seja apenas para me contemplar. Nesses encontros, às vezes, não falo nada, e Ele ouve o meu silêncio. Ele simplesmente preenche todos os espaços. Ocupa meus pensamentos, se faço algo bom lembro dEle, se algo ruim também é dEle que lembro. Estou achegada a Ele, e sei que estou em seus braços. Não me envergonho desse amor, Ele sim pode se envergonhar, mas não o faz, eu tenho prova disso. É meu Amigo, meu Conselheiro, meu Braço Forte, meu Pai de Amor, Amado da minha alma. Tenho a certeza que nunca serei traída, será que você pode dizer isso?!! Sim, diga se você o ama pode dizer: O Amado da minha alma não me trairá jamais, eu tenho certeza! “O meu Amado gravou meu nome na palma de suas mãos de forma que todas às vezes que estende suas mão para abençoar meu nome está escrito lá e Ele de mim se lembra” “Ele gravou seu nome nas tábuas do meu coração, de forma que nunca sairá” Jesus Cristo, o Amado da minh'alma Tende-me como uma pequena em teus braços, sempre...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
VINICIANDO
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Moraes (apócrifo).
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