sexta-feira, 21 de setembro de 2018

sangue não é suco de groselha


Ariosto tem um bar, chamado Encontro do Camarão, homens e mulheres de todas as idades frequentam o local. Na última semana uma briga envolvendo jovens se generalizou em muita confusão e pancadaria, o saldo foi na verdade um prejuízo que seu Ariosto não tem como reverter, pois com a crise ele se envolveu em muitas dívidas e prestações. Este mês, seu Ariosto não pagará Dona Hermínia, ela é a única funcionária que não possui carteira assinada por já ser aposentada.
Dona Hermínia é aposentada, não aprendeu a ler nem escrever, nunca trabalhou de carteira assinada, mas quando completou a idade de 60 anos viu as coisas melhorarem pra ela, conseguiu sua tão sonhada aposentadoria, também conseguiu um apartamento pelo Programa Minha Casa Minha Vida, pagando somente 80 reais por mês. Ajudou suas duas filhas casadas, mobiliou seu ap e ainda conseguiu um bico no Encontro do Camarão. Certo dia o neto mais velho de Dona Hermínia foi morar com ela, porém sua facção era rival da facção do bairro em que Dona Hermínia morava, eles acabaram sendo expulsos de casa, Dona Hermínia perdeu o apartamento, e viu suas coisinhas todas indo embora em um caminhão escoltado pela polícia.
Ketlen teve suas fotos íntimas divulgadas em redes sociais, sua mãe Nayara foi tirar satisfação com o rapaz acusado de fazer tal crime. Este por sua vez aproveitou que ela estava de frente ao bar Encontro do Camarão, e tentou assassina-la com uma faca, invadiu o bar e a confusão começou.
Quando o aplicativo UBER foi liberado, André viu a oportunidade de comprar seu primeiro carro zero. Imaginou ser motorista de UBER e pagar a escola de sua filha juntamente com prestação de um carro novo. André fazia ponto no Encontro do Camarão, e não demorou muito se envolveu em uma discussão banal no trânsito, foi alvejado com um tiro que lhe custou a vida.
Sabrina era uma adolescente humilde, morava em uma comunidade carente da cidade, cheia de sonhos queria ser modelo, cantora e atriz, como sonham muitas jovens de sua idade. Estava sozinha em casa, um homem entrou em sua casa roubou seu celular, a estuprou e a esganou com o fio do carregador do celular. Ela foi encontrada morta pela mãe que chegava da confusão do bar do Camarão.
Cecília é tia de Sabrina e mãe de Andressa de apenas 11 anos de idade, Cecília foi ameaçada de morte por dever drogas, teve que deixar Andressa empenhada com os traficantes. A policia salvou a criança. O conselho tutelar levou Andressa, e a imagem da lembrança é de sua bicicletinha rosa que ela sempre ia a escola, ficou na escola mesmo, sozinha como um símbolo da dor.
Patrícia era professora, muito orgulhosa de sua profissão, pois era a vantagem que lhe cabia diante de um salario tão injusto. Era irmã de Ariosto, que tinha o bar, mas ela sempre chamava o irmão pra ir à igreja, ele nunca aceitou o convite. Certa noite, voltando do culto, foi brutalmente assassinada por um bandido que já estava em fuga de um outro crime.
Samara sempre conseguiu o que queria, de uma família abastada não quis seguir os negócios, mas optou por uma profissão mais digna, formou-se médica obstetra, casou-se com Hélio, rico empresário do transporte e pela profissão do marido não deixou o país quando teve oportunidade, preferiu dedicar sua vida à medicina. Em uma noite de plantão em um hospital da capital viveu o momento mais desesperador de sua vida quando teve que fazer um parto com uma .50 na cabeça. A imagem que vinha em sua mente era de seus filhos, de seu esposo e sua mãe, mas realizou seu trabalho e ainda teve de ouvir do diretor do hospital que seria melhor manter o silencio sobre o fato ocorrido.
Hélio tem uma transportadora por trás do bar Encontro do Camarão, a frente de sua empresa sempre fica suja de bebidas, carros estacionados, e muita gente animada saindo do bar e provocando muita confusão com o empreendedor. Hélio já cogitou de todas a formas como fechar o bar de Ariosto, e como comprar o imóvel que atrapalha sua empresa. Até acusar seu Ariosto de furto, ele já o fez, cogita agora ameaça-lo de morte.
Márcio sempre frequenta o bar Encontro do Camarão, na volta vem com o som do carro ligado no volume máximo, a sorte é que seu gosto musical é tradicional, e Jerry Adriani nas alturas é o que rola na rua inteira. Paulo, incomodado com o som, solicitou que uma viatura do BPMA viesse até sua rua e fechasse o som de Márcio. Porém alguns amigos de Márcio não perdoaram a atitude e mataram brutalmente o jovem Paulo.
Rodrigo, é um jovem assalariado, ele é pai de família exemplar, tem uma filhinha bebê e vive em função dela e de sua linda esposa. Ao sair do trabalho com o salario do mês passou no bar do encontro, pediu um terça para anestesiar o cansaço da lida, bebeu de lapada e foi-se embora, no caminho alguns jovens em um carrão derrubaram Rodrigo de sua bicicleta, o espancaram e tomaram seu dinheiro. Rodrigo só pensava em sua bebê e em como passaria o mês sem o dinheiro do salário roubado pelos delinquentes.
Sérgio é chapa, e como todo bom chapeiro não dispensa uma mudança, o que vier morre, mas por esses dias anda cabisbaixo e sem animo para o trabalho, sua filha, envolvida com disputas territoriais de comunidades, acabou sendo assassinada. Deixou uma filha de três aninhos que Sérgio ama incondicionalmente e promete dar um futuro melhor que o da mãe. Mas Sérgio hoje passará a noite inteira no bar do Camarão, bebendo e afogando a sua dor de pai.
Augusta é esposa de Sérgio, ela tinha 10 filhos, além da filha morta, dois morreram queimados no presidio em uma onda de rebeliões. Um dos irmãos estava salvando o outro irmão quando uma parede em chamas lhe atingiu, ele teve os órgão cozidos, no hospital não resistiu. Augusta recebeu a noticia e desmaiou.
Sandra, era esposa de Adalberto, policial militar, este era muito querido por todos, ao participar de um jogo entre amigos, policiais, viu sua esposa sendo assaltada na arquibancada, partiu em sua defesa e foi morto com dois tiros. Hoje foi o primeiro dia que ela saiu para uma festa num bar depois de cinco anos da morte de seu marido, mas arrependeu-se pois os lugares em que seu marido a levava não se comparavam com aquele bar cheio de confusão. Ao chegar em casa, olhou sua cama vazia, como tem sido desde aquele fatídico dia.

Sabe o que todas essas estorias tem em comum, além do bar do camarão, é que elas aconteceram aqui em Fortaleza, no estado do Ceará. E eu peço encarecidamente que vocês não votem em Ciro Gomes, pelo amor que vocês tem aos seus parentes filhos irmãos e amigos, pois estas estorias foram de pessoas próximas a mim e até mesmo de minha família. Os nomes são fictícios assim como o bar, mas os enredos são reais. Não espalhe no Brasil o que nós estamos vivendo aqui, não recomendo a ninguém votar nesse homem. Não votem nele só porque ele mora no Ceará e você porventura é cearense, não seja egoísta, esse homem mantem um governador poste, apático e omisso, que permite o derramamento de sangue de inocentes e bandidos, que zomba da sociedade ao conceder uma comemoração ao dia do presidiário, vilipendiando a memória de todas as viúvas desse estado. Em troca de votos, isso é inescrupuloso e vil, e você ainda compactua com essa imundície. Dia 07 de outubro ao visualizar a foto de Ciro Gomes lembre-se de todos esses casos aqui relatados, o sangue deles estará nas suas mãos.










quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parabéns Fortal!!!! Saudades


Um ano já se passou, um ano já se fez desde que deixei minha amada capital, desde que o “azulzim” cruzou o Jaguaribe me trazendo pra longe dos braços do meu amor. O texto abaixo é em homenagem à Fortaleza que hoje faz aniversário (285 anos), ele foi feito depois das chuvas de 2009 e hoje achei que deveria postá-lo embora saiba que a chuva parece não dar trégua por lá.

Até que enfim o sol voltou às pazes com a nossa capital, porque briga de casal ninguém mete a colher, mas essa já estava demais. Amo a chuva, nem falo quantas vezes a amei, o quanto ela em alguns momentos foi minha companheira, mas se o sol não voltasse a aparecer o mofo ia consumir até nossas carnes, quanto mais as roupas, o guarda-roupas.

E a nossa loirinha, de posse do seu amado voltou a sorrir. Sim, Fortal é loira, para despeito de todas as morenas capitais, Fortal é loira, bronzeada, de pelos dourados, e morram de inveja as morenas. Fortal é um doce, um prazer somente pra quem conhece seus caminhos, suas manhas, esconde em suas vielas a pureza dos meninos que, matusquelas, passam as tardes a correr e rodopiar, salpicando as canelas de lama da terra e enchendo e sujando os lençóis das vizinhas estendidos no varal.

Fortal na verdade, não é mais moça e todos disso já sabem, foi ultrajada a coitada, violentada, do interior ao mar. Rasgaram suas saias e tiraram sua inocência e a mandaram às ruas, às avenidas tristes das noites de domingo, deixaram-na ali, em plena José Bastos em tarde de carnaval, cuspiram em seu rosto, lhe maltrataram, lhe esbofetearam, disseram tudo o que não era a seu respeito.

Mas há quem ame Fortal, eu a amo e escolheria ela por minha mulher cem vezes, mil vezes se fosse preciso. Eu subiria no farol do Mucuripe pra de lá cantar meu amor, eu desceria o Serviluz, subiria o Santa Terezinha, armado de canivete, eu pegaria munçu na Lagoinha, pescaria no canal do Lagamar. Descendo mais, eu me treparia no cangote da Iracema, e num cangapé mergulharia na Lagoa da Messejana, tudo isso por Fortal, minha linda, minha criança. E as tardes dela são tão meigas, parece que quando o sol resolve baixar, ela toda se entremete numa melancolia sem par, nas calçadas, as mulherzinhas se sentam para falar da filha da vizinha que mês que vem vai casar, os meninos novamente correm, agora banhados, cabelinho de lado, calçãozinho engomado, refresco de morango pra merendar.

E novamente a noite chega, ela se acende, com seu olhar de luzes incandescentes, luzes de cabaré, dizem as más línguas, mas eu não ligo, desde que esse olhar cruze comigo, ah Fortal, és tudo mesmo pra mim. E eu te desejo tanto menina, passa ainda hoje por mim aqui na Beira Mar, no pic ou fazendo carreira, pra atrás de ti eu caminhar. Quero experimentar teu beijo molhado, minha sina, molhado com o salgado do teu mar, do mar da Sabiaguaba, de ondas violentas, quebrando a enseada das rochas, surfista nenhum ousa arriscar. Nas tuas feiras deixa eu negociar, nas quintas-feiras, na Aerolândia, nas sextas-feiras no Santa-Maria, no sábado, São Cristóvão, João Paulo, Conjunto da Marinha, na segunda à noite Benfica, Fátima , no domingo Messejana ou na Lagoinha.

Ah Fortal, mas você pra mim não liga, e passa fazendo desdém, só dá bola pra quem tem, como eu nunca vou ter. Se eu tirasse a sorte grande, pra te comprar um Cocó novo, te devolver da praia o Futuro que te roubaram, aí sim tu ia ligar pra mim. Ma eu te amo Fortal, e enquanto tu te embelezas pra parecer o que não é, pra gente que como eu nunca vai ser, gente que acha que paga mais com a renda do imposto, do que eu com o suor do meu rosto ainda pago muito mais por você.




Fel....

 

Imagem Fonte:


terça-feira, 12 de abril de 2011

Epígrafe de monografia





O meu temor é que pessoas como você se calem, ou o pior, morram, aí eu perderia a
esperança de vez...


"Abre a tua boca a favor do mundo, a favor do direito de todos os desamparados
Abre a tua boca; julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados"
Pv 31:8-9

sábado, 9 de abril de 2011

Céus de chumbo

Fonte: http://jornalistabruno.blogspot.com/2011/01/salve-sao-sebastiao-do-rio-de-janeiro_20.html
"Pode sim, debaixo de um céu de chumbo, a esperança renascer"
JÓ 14.7-9.
Jó foi um homem que perdeu tudo, e o quanto de alegria que tinha foi-lhe ceifado pela vontade permissiva de Deus, porém esse mesmo Jó que tanto perdeu, encontrou, ao cheiro das águas, o caminho para continuar. Hoje são muitos Jós que choram a perda de seu bens mais preciosos, e a minha oração é que em algum momento de suas vidas todas as perguntas sejam respondidas, e as respostas... elas virão. Fel.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um anjo em minha vida I

-Ai meu Deus?

-O que foi amigah?

-Tem uma lua bem ali ó estacionada na minha janela


-Nossa! ele conseguiu, é louco mesmo, trouxe a lua.

-É amiga, ele tem cartaz com o Homem, é arcanjo né?!

(...)

-Amor, vai aonde dessa vez? Pode trazer os anéis de Saturno pra mim?

-É claro, o que eu não faço por você.



(me abraçou, me deu um cheiro e voou)



Eu te amo, anjo.

Fel...

sábado, 12 de março de 2011

Passo o dia agarrada neles, pensando neles, sem eles não sou ninguém

 
Livros e Amigos
 
Devemos buscar amigos como buscamos livros.
Acertar na procura.
Não exija que sejam muitos, mas que sejam bons.
Não exija que sejam ricos, mas que sejam fiéis.
Não exija que tenha boa profissão, mas sim de bom coração.
É triste o homem que não pode buscar livros por não saber lê-los.
Mas é ainda mais triste o homem que não pode buscar amigos
Por não saber conquistá-los.
É triste a estante vazia por falta de livros,
Mas é ainda mais triste o homem oprimido, por falta de amigos.
Os livros nos tiram da turbulência da alma,
Nos fazem refletir sobre grandes acontecimentos,
Mas o amigo converte tormentas e tempestades
Em chuva de sentimentos.
Não podemos chamar de rico o homem que não tem livros,
Mas podemos afirmar que é mendigo
O homem que não tem amigos…
 
Autor: Desconhecido
 
 
 
Hoje me passaram esse texto perfeito que compartilho aqui, parabéns pra mim e pros meus amigos maravilhosos que eu me mordo de tanto sentir falta, agradeço as felicitações, as estranhas lembranças, ah e....como faz falta uma bibliotecária em sua vida, rsrsrsrsr  
(num deixe ela tirar meu cheiro todo não, ela fica aí só gastando, arhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)

Fel.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Deixar de amar é pior do que entregar a outra

Não, não adianta você não irá macular o meu amor

Não, não adianta, eu não levarei o meu amor magoado

Eu tentei um ano inteiro arrancar ele de mim e não consegui,

não vai ser você quem vai arrancá-lo agora

Não me obrigue, porque eu não irei fazê-lo

Não me tente, não me force, você não vai conseguir

O meu amor é o mais forte e o mais puro amor que existe

E eu não vou carregar meu amor maculado,

Eu tive a dádiva de amar, de sentir o corpo tremer, a voz faltar

O rosto todo esquentar só em tentar cruzar um olhar

Foi o meu coração que vinha até a boca e depois descia pra se dissolver no vazio do meu estômago, só em me aproximar

Esse amor que é o mais lindo e mais ingênuo que existe

Que acredita em cada palavra, que não solta o outro, que prende com o pensamento e traz pra perto, que esconde lá no fim de si o desejo, que nunca pôde dizer pra ninguém, porque não tinha como provar. É o meu amor, esse que você quer matar

Mas eu não vou deixar

Esse amor que me fez gostar ainda mais do Vinicius, do Drummond e do Quintana

Esse amor que me ensinou a ler Jorge Amado, pra entender a razão de tanto choro, e também a amar a Zélia

Esse amor que me ensinou a amar a Rita, a Vanessa e a Roberta

Esse amor que me fez amar ainda mais o Nando, o Jobim e o seu “ai, dindi” e o Roberto

Esse amor que me fez sonhar até com a voz que tão poucas vezes eu pude ouvir

Esse amor que me fez pensar em casamento, em cama e rede (ah! sim, sim, eu pensei)

Esse amor que me fez desejar esses olhinhos e sorrisos repetidos, se repetindo na minha casa, na minha vida inteira, e tanta e tanta coisa que esse amor me deixou,

E o que eu pude lhe deixar não é mesmo? (me desculpe)

E como esse amor encheu meu coração, minha vida

Eu perguntei pra Deus por que Ele não me guardou de amar você, por que Ele permitiu que o coração mais simples do mundo amasse o coração mais perigoso do mundo, eu não me conformava, “meu Deus a tua palavra diz que de tudo o que se deve guardar, devemos guardar o nosso coração, e Tu deixaste o meu tão vulnerável”

Sabe o que Deus me respondeu? “Mas você não viu que esse amor te protegeu (...)”

Sim, foi então que percebi que esse amor me protegeu todo esse tempo, esse amor me livrou de cada esparrela, de tantas possibilidades, que talvez o fim nem fosse bom, e até mesmo agora já nessa última tentativa de amar outro alguém que não fosse você, esse amor me protegeu, não deixou

(você está estampado em mim).

E meu Deus, onde eu estaria se não fosse esse amor?

Mas vá, vá ser feliz, fique com quem você quiser, você tem o direito

E podem até me perguntar se eu vou deixar assim barato, se eu não vou lutar

A resposta é não, eu não vou

Porque se fosse uma questão de luta, paciência e resistência, eu estaria era casada com você. Mas há tempos venho correndo num estádio até o fim, e no fim os louros não são meus, nunca nada é meu.

Eu não posso lutar sem armas, eu não posso conversar pelo msn, eu não posso ligar, porque não tenho o número, eu não posso mandar música, vídeo ou conversar depois das dez, na hora da carência humana, sobre as mesmas coisas, gostar das mesmas coisas.

Não seria justo.

E depois não há nada que eu possa fazer pra mudar algo que está no seu coração

Eu não acredito em receitas, em formas, “eu tenho que ser assim pra você, ou você tem que ser assim pra mim”, não, nada disso funciona, eu já fui de todo jeito, eu já fui fácil, difícil, eu já fui atrás, eu já voltei atrás, tudo e não teve jeito. Não está em mim, não está em você. Eu não acredito em fórmulas, não peço conselhos, nem ouço frases feitas, me recuso a ouvi-las.

Eu acredito no desejo do céu, na conspiração da vida, na proteção dos anjos, no cuidado de Deus. É uma história, existem capítulos e hoje passam bem rápidos.
Eu acredito no encontro, no encontro de dois sorrisos, no encontro de dois olhares, no encontro de duas vidas. Eu acredito no coração palpitando, nas mãos suadas, na preocupação com o cheiro, com a roupa, com o jeito de falar, de tocar.

E acreditando nisso eu vou vivendo, a vida é o que a gente entrega a ela, é só tratar ela direitinho, não adianta raiva não, mágoa não, vingança é prato que se come frio, eis a voz da experiência falando (sim, sim, me desculpe por tentar matar você com as minhas palavras, eu tava com muita raiva, hoje sei que tentar tirar você de mim dói mais que ver você com outra, é sério)

E eu vou tentando cá comigo, do meu jeito ser e fazer um monte de gente feliz

E como eu disse a você:

Você merece ser feliz, e vai ser, vamos ser, pelo amor de Deus dessa vez entenda

(para de ser chato com isso, você queria que eu ficasse te enganando era? estilo tu faz comigo, isso não foi pior que “a casa na praia, dois filhos e um cachorro com cara de bobo”)

Sem ansiedade, não conformada, mas descansada, não inerte, mas equilibrada, isso pra mim é amadurecer, diferente da última vez em que eu “morri”, mas agora é diferente.

Meu coração, hoje, depois de muito pensar e refletir, está em paz

Esse amor não morreu em mim, ele apenas irá dormir como tantas outras vezes

Agora vá e vai, vai ser dos abraços, dos sorrisos, do mundo inteiro, colibri, que eu vou continuar te amando...

apesar e contra você


*Houve duas pessoas que acreditaram em mim e nessa nossa história, a elas dedico esses escritos.

Minha prima, adolescente, e minha mãe, que sempre acreditou em mim

Fel, vulgo mulher do arcanjo