segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hoje

Hoje eu precisava chegar em casa
Eu precisava chorar 
Eu precisava chegar em casa e chorar
Eu precisava chegar rápido em casa e chorar

Fel

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

...

Gente, foi muita coisa acontecendo nesses últimos dias, no último dia 21 de dezembro colei grau, sim, isso mesmo, me formei, e por causa de toda a loucura da monografia e da colação de grau, eu não pude vir aqui postar, mas tudo bem, eu estava tão feliz, mas tão feliz que nem sei. Foi uma mistura de alívio com alegria, parece que a ficha ainda não caiu, bom, mas agora é partir para as correções e dá entrada no diploma e no registro profissional e pronto, aí tudo estará completo.  


Já falei o quanto esta minha primeira graduação é importante pra mim não é? Nem preciso comentar novamente que por isso eu estou feliz e vou dar continuidade aos meus planos. Meus planos não ambicionam muito não. É, até houve um tempo em que eu sonhava com um volvo na garagem, e um jardim de 40m², mas eu não consegui casar com jogador de futebol, kkkkkkkkkk. Besteiras à parte, eu quero pôr em prática algumas idéias aqui na mente. Sabendo que vivo por fases, que a vida é curta e que eu queria ser e viver tantas coisas, e que pra todas elas existe um tempo, eu estou me permitindo viver tudo em seu tempo, uma fase de cada vez. 


Eu me dei um tempo para o amor, esperei por ele, como quem senta num banco de praça a espera do namorado atrasado, e olhava para o relógio constantemente, sabendo que o tempo passava, e procurava no caminho o sinal da mulêra de alguém, mas não, não era o meu bem, vindo para mim.  


E o tempo passou, a ampulheta derramou seu último grão, caminhei até a parada do ônibus, antes de subir, ainda olhei mais uma vez para ver se via algum sinal, mas não, não apareceu. É como se alguém virasse pra mim e dissesse “–Rafa, tá bom, vamo lá, tem muita coisa ainda”  


E não se trata apenas de não ter nenhum motivo pra continuar, porque realmente eu não tenho nenhum motivo, mas falo de prioridades agora, pois pra mim, o tempo corre com furor. Minhas prioridades são donas de mim agora, o que elejo, o que escolho. Isso foi um processo que começou há mais de um ano, foi duro, está sendo ainda, confesso, mas estou conseguindo, você ajuda muito, por sinal, eu faço é agradecer, acidez à parte, que se não fosse assim, seria ainda mais difícil. 


Sempre quando decido abandonar esse negócio de paixão aparece alguma coisa pra impedir, o telefone toca, a janelinha do msn tilinta, surge uma poesia nova, mas dessa vez não, tô levando esse negócio da prioridade a sério, e vou conseguir. Talvez esteja dizendo não pras pessoas erradas, o não pra pessoa certa, na hora errada, não sei, só sei que esse é o meu não, e ele está saindo assim, a torto e à direito, sem ver em quem vai bater, a quem vai ferir, mas está indo, está saindo. 


O momento do amor passou, eu tive tempo, eu tive o tempo do amor , eu pedi esse tempo sabia? Mas o tempo de se perder tempo com amor passou, pena eu não tê-lo aproveitado como devia. Meu Deus, e como eu lamento isso. Eu escolhi a pessoa errada pra gastar o tempo do amor, a escolha é minha, o erro foi meu.


Eu não sou leviana, Deus sabe, e não me deixa mentir. Muito menos pago na mesma moeda. Nunca, jamais retrato, não é um dos meus defeitos a mesquinhez. Sou dos que oferecem a outra face, sou dos que preferem sofrer o dano. Levo tudo muito a sério, porque acho que a vida quer isso da gente, quando minha velhice chegar saio por aí brincando, e esnobando de um bando de idiota que, como eu, leva tudo muito a sério, mas, por enquanto, eu tô levando tudo muito a sério sim. É a minha vida, são os meus sentimentos, é o meu coração. Eu tô decidindo. Eu tenho direito e quero respeito quanto a isso. 


Também não quero sair de tudo isso como uma frustrada, despeitada, não "adianta regar a planta com veneno na garganta". Reconheço que há uma ponta de mágoa em meu peito, aguda e inflamada, como só Deus sabe, mas ela é minha, eu a busquei, eu a procurei, não ferirá ninguém, eu prometo, e o tempo tratará disso. Tratou uma vez, tratará novamente. 


Bola pra frente, que tem muita coisa ainda, o mundo me espera, pessoas me esperam, sorrisos, abraços me esperam, a vida me espera. Temos muito trabalho pela frente.



"E quanto vale o tempo todo que vivemos 
Correndo atrás dos sonhos 
Pra viver só de amor 
E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?"

domingo, 3 de janeiro de 2010

Chega assim, de mansinho...

Chega assim de mansinho

Vem devagar, dia após dia

Chega assim devagarinho

Vem, cheio de promessas

Fazendo carinho

Que te quero todas as horas, todos os dias

Os trezentos e sessenta e cinco que tenho direito

Chega assim, devagarinho,

E se renda a mim

E seja meu

Seja meu por direito

Seja meu por completo

Seja meu com sucesso

Seja meu

Ah Ano Novo, Novo Ano

Que sorri nessa manhã tão clara

Vem e me abraça e seja meu

Seja meu ano, o ano da Rafinha.

"Adeus ano velho,

Feliz Ano Novo

Que tudo se realize no ano que vai nascer..."

Esse ano passado foi estranho, acho que pelas inúmeras expectativas que havia posto nele, a monografia e a colação de grau, o último ano de Conselho, a habilitação, e por aí vai, eram muitas expectativas, o que deixava meu coração na mão o tempo inteiro, e por isso a sensação de que o ano passou ligeiro. Mas enfim, passou com toda a sorte de experiências que eu poderia ter vivido, foi muito choro, pouca vela, algumas gargalhadas, outros tantos sorrisos. Conheci pessoas novas, amigos que se fizeram presentes(Nati, Lea, Mari, Ivana, Romário, Juscê, Laninha, Michel, Bira, Jhuly, Gef, Wesley, Bárbara, Leo, Aline, Josélia, Geane, Evinha, Alcelânia, Eduardo, Dudu, Carla Rebecca,...), outros que senti a ausência. Umas paixões frustradas, umas outras revoltadas, e assim foi passando até que chegou esse 2010, que espero ser de muitas realizações pra todos nós. Que o nosso país possa ser menos injusto, que tenha emprego pra todo mundo, saúde e qualidade de vida pra todos nós, e que Deus possa encontrar morada em nossos corações. Um Feliz 2010 para todos, muito sucesso, trabalho, amizades sinceras, amores só a massa, como me desejou minha amiga Kátia, e saúde pros nossos queridos e pra gente também.

(Meu Deus, eu creio e confio em Ti, vem comigo nesse ano e me ajuda a prosseguir, estou com os olhos fitos no céu, esperando das tuas mãos!!!! Amém.)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lêndea Preta

Bom, muito tempo sem vir aqui e desabafar essas minhas coisas, não sei o que quero eu, uma pessoa sem tempo, escrevendo num blog. Uma da manhã e não consigo ter sono, acabei de tomar um banho, e vim aqui escrever enquanto o cabelo seca, pois dormir de cabelo molhado não dá certo, como diz minha mãe, dá lêndea preta, rsrsrsrs



Bom, e vim aqui pra dizer que as coisas que me perturbavam nesses últimos dias estão se resolvendo, uma a uma, no seu tempo, e eu tô mais tranquila. Terminei minha mono gente, cês não tem idéia de como isso é bom, agora é só apresentar, depois eu venho aqui dizer o dia da apresentação, porque "monografia ninguém defende, a gente defende tese, monografia a gente apresenta" como diz uma professora ali, rsrsrsrsr, aff...




É estranho que nesses dias eu esteja assim, tão cansada fisicamente, e feliz, afinal, foram vários dias dormindo uma da manhã, quando não, acordadndo nesse horário, pra terminar essa bendita monografia. Sem falar no trabalho, prestação de contas pra fazer, dois relatórios pancadão, matrículas já começaram, dos nossos veteranos e o remanejamento dos alunos do 9° ano, o Mais Educação, as atas que, graças a Deus, agora não vou mais vê-las por um bom tempo, assim espero, e toda a minha pequena loucura diária, srrsrsrs. 


Como disse, estou feliz porque estou bem mais perto de me formar e isso me deixa alegre por demais. É sim uma realização pessoal pra mim, já que estudei grande parte da minha vida em escola pública, e os poucos anos que estudei em escolas particulares foi por meio de bolsas. Quando me lembro do meu terceiro ano, à noite, lá no Paulo Benevides, meu Deus a Universidade era um sonho pra mim, ainda mais a UFC. Chegava do trabalho às vezes seis, às vezes sete da noite, tomava banho e ia pra aula, às vezes sete e quarenta ,o vigia ainda me deixava entrar, pra assinstir aula até às nove, meu Deus, nem sei como consegui terminar. Me lembro que meu primeiro vestibular eu tentei pra Jornalismo, e no dia da inscrição aconteceu um fato interessante, cheguei mais tarde no trabalho e disse pro meu gerente que tinha ido fazer minha inscrição no vestibular da UFC, ele me disse:- o que é que tu quer fazendo vestibular da UFC, tu acha que tu passa é? É, não passei pra Jornalismo, mas passei pra Biblioteconomia, e tô aqui hoje, cinco anos depois, me formando, uma bibliotecária, sim senhor, e com muito orgulho. Ê mundo véi pra girar menino. 

Bom gente, meu cabelo já secou, vou tentar dormir.  
Boa Noite e um cheiro no coração.  
Fiquem com Deus  
Fel.

domingo, 15 de novembro de 2009

"Hay que endurecer..."

Nunca pergunte se as coisas podem ficar piores, porque a resposta é sim, elas podem ficar bem piores. A vida quer que a gente amadureça a força bruta, e vai nos pregando umas peças, e vai judiando da gente, testando, provando, vai fazendo com que endureçamos e "hay que endurecer".





Nesses últimos dias me entristeci muito, cheguei a dizer que perdi as esperanças, na verdade eu acho que perdi, não consigo ainda pensar diferente com relação a um monte de coisa aí, como eu pensava antes. Minha boca se tornou amarga, e meu coração não sentia mais nada, se tornou em gelo como pedra, eu me tornei como Asafe, o salmista. Não conseguia enxergar, não enxergo ainda, não entendia como você procura fazer tudo direito e não é reconhecido, enquanto o pessoal ta nem aí com nada e recebe tudo, eu invejei o ímpio, sim, confesso, invejei o ímpio em seus caminhos, como tudo vai bem em seus caminhos, não sofrem nenhum aperto, em tudo prosperam, e assim como o poeta disse, meu coração se embruteceu e eu nada pude ver.




Foi aí que perdi a esperança, ao conviver com pessoas completamente inescrupulosas, que não medem conseqüências, que não honram suas palavras, seus compromissos, com personalidade psicopata até, sendo que até o riso, meu Deus, da pessoa, é escabroso, de quem vê o mal do outro e tem prazer. Assim como diz lá em Romanos que nos últimos dias surgirão homens mais amantes de si mesmo, sem afeição natural, sem temor a pai e mãe, sem honra em seus compromissos, meu Deus onde estamos? pensei, chegou esse tempo.




Aí eu fiquei pensando, como tem gente que ainda quer colocar filho nesse mundo? não imagino um pedaço de mim tendo que passar por mãos de pessoas com as quais convivi esses dias, para as quais peço apenas a misericórdia divina para que se arrependam. Não, isso é sério, e quando olho pra muitas crianças e adolescentes com os quais convivo, sabe, vejo que daqui uns anos vai ter muito mais gente assim, e que esta educação que temos aí hoje dificilmente irá mudá-los. Não sabem quem é Deus nem Santa Maria como diz o ditado, não temem seus pais, não temem o Estado, que não pune, que dita uma cultura que nem na sociedade das bactérias existe, da não-punição, e por isso mesmo temos esse monte de gente aí, fazendo o mal aos outros, no trânsito, nas filas, nos ônibus, nos balcões, nos quartos fechados, e meus olhos vêem tudo isso, e não se conformam.




Não adianta processar ninguém, não adianta falar, gritar, espernear, chegaremos novamente ao tempo da barbárie, resolveremos tudo com paus nas mãos, ameaçando, pela força. Não, a sociedade não está evoluindo, está sim, regredindo, meu caro.




E assim, pensando mal do mundo inteiro, achei que havia justiça em mim, que havia bondade em mim, comecei a usar a expressão "tem gente que" em quase todas as minhas frases, como se eu também não fosse "gente que", como se eu também não fosse essa "gente", e em algum momento fizesse parte dela. Enganada estava eu, "pois sou mordomo infiel e não faço mais do que minha obrigação", e isso sem reconhecimento, sem recompensas.




Sim, eu pensei tudo isso, até que, como Asafe, ouvi a voz do Senhor me dizer que aquele que serve não pode esperar reconhecimento, senão de seu Senhor, que tudo o que fizermos nada mais é do que nossa obrigação, o prazer do servo é estar aos pés do seu Senhor, e quando eu desço é Cristo quem sobe, quando há algo de bom em mim, não sou eu quem tenho que ser visto, mas o Senhor, e isso basta pra mim, é do nome dEle que as pessoas se lembram quando olham pra mim, e não do meu nome, é do Senhor que lembram quando olham pro servo, e por isso se diz “não é este o servo daquele Senhor?”


Sim, não há bem suficiente em nós, pois bom só Pai que está nos céus, como disse o próprio Jesus. Se buscarmos em nossa própria justiça razão para que a graça nos alcance seremos infelizes, pois a graça nos alcança justamente por ser graça, de graça, sem retornos, sem reservas, sem condições.



Quanto aos que prosperam, mesmo procurando plantar sementes amargas e ervas daninhas, entendi que Deus faz brilhar o mesmo sol sobre justos e injustos, que o mundo dá muitas voltas, que nada como um dia após o outro com uma noite no meio, nada como esperar pelo velho e generoso tempo, implacável tempo, voraz, que tudo consome impetuosamente, que faz crescer os frutos que mostrarão quem é de verdade e quem é de mentira.




Quando entendi isso meu coração pôde então sossegar, e ver que tudo isso é uma fase vai passar, não dura muito, é só pra testar até onde eu posso suportar, é só pra medir o quanto eu calo, ou pra forçar-me a falar, a gritar...




...a endurecer.



Fel

domingo, 25 de outubro de 2009

Eu levanto

Semeando com lágrimas
Trazendo a Arca
Como um deserto minh'alma está
Muitas razões para desistir
Que vontade de chorar
Mas eu sei não devo descansar as mãos
Pois quem insiste e semeia
Ainda que chorando
Voltará trazendo consigo
Seus molhos cantando
Semeando com lágrimas
Com um rio nos olhos
Sem descansar as mãos
Semeando com lágrimas
Os que semeiam com lágrimas
Com alegria colherão
Eu sei voltarão
Por mais que as coisas estejam escuras, o céu esteja cinza, de um cinza metálico implacável, rígido, intransponível para o meu gemido, aplacando qualquer balbúcio que saia dos meus lábios, por mais que as ondas desse grande mar estejam querendo me afogar, por mais que ela, a onda, tente me atemorizar, o que eu vou fazer? vou correr?, ah não dá, eu vou é ficar, ficar e esperar por ela, com toda a coragem de menino que me resta, daí eu ponho a mão, tampo o nariz, fecho os olhos e tomo o caldo...
e levanto, eu levanto, ah se levanto, meio desorientada é bem certo, mas levanto...
FEL

domingo, 11 de outubro de 2009

Honra

Nesses últimos dias Deus tem falado ao meu coração sobre honra. E por coincidência alguns eventos vieram a redundar o assunto no meu tino: coloquei um dvd que falava sobre isso, sobre honra, selecionei um vídeo no youtube, um testemunho, que acabou falando disso, de honra, e hoje, domingo, meu pastor pregou algo sobre honra.

 

Diante do que estou vivendo nesses últimos dias, palavras como honra, dignidade, respeito, honestidade são comuns no meu vocabulário. Na realidade andam se repetindo muito, e eu tenho até medo. Eu tenho sorte em cruzar com pessoas inescrupulosas, agora pensando nisso constatei. Já tive um chefe que me viu cair com uma caixa por cima de um estrado de pães, ele me perguntou se eu havia me machucado, eu respondi que não, daí ele disse “mas machucou os pães”. Isso pra mim soou inescrupuloso, mas eu nunca vi ninguém ser tão inescrupuloso a ponto de mentir com tanta falta de criatividade como vejo nesses dias, eu tive até que gritar: -não me diga nada apenas diga sim ou não. Quando alguém mente pra mim, e eu percebo, acontece todo um ritual, eu baixo os olhos pro chão, procuro na mente os sinais de quem mente, e interrompo com um tá, tá, tá bom, isso dura meros 3 segundos, no máximo, e daí eu já tenho poupado o nego de uma mentira a mais pro currículo, de um dia a mais no inferno, rsrsrs, isso é exagero, até porque estamos suscetíveis a mentir um dia (um dia certo? não a vida inteira).


*
Sim, voltando à questão da honra, certa vez, quando trabalhava como balconista, lendo um livro do Albigenor Militão lembro que ele falava de honra definindo um menino que perguntava ao pai o que era honra, e na figura, o pai respondeu algo parecido com “é algo que ninguém compra”. Isso é verdade, honra é algo que ninguém negocia, extremamente subjetivo, e por ser assim, é fulgás, ou seja, para se obtê-la são anos de trabalho afinco, mas para perdê-la basta um segundo, basta um olhar, basta um gesto, uma palavra, um sorriso no canto da boca.
 
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Honra pode ser reconhecimento, aplausos, reverências, saudações, primeiros acentos nas solenidades, abraços, apertos de mão, tapinhas nas costas, ou até tapões, honra pode ser telefonemas, convites para ocasiões. Tudo isso pode ser honra, mas honra também pode ser a confiança das pessoas que te amam, o carinho e a confidência de um amigo, isso pra mim, é honra.
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Deus é a fonte de toda a honra, a ele é entregue toda a honra, no sentido de louvor, de exaltação, assim também como a honra de um fiel pode ser entregue a Deus. Eu posso dizer: -a minha postura, o meu caráter são teus, Senhor, toda a minha honra é tua. E ela é tão frágil, tão delicada, para lidar com ela é preciso fino trato, ou ela pode quebrar. Ela mora com homens e mulheres, altos, baixos, gordos, magros, alguns pobres, poucos ricos, mora com gente boa, mora com gente chaaata, sim, com eles parece que mora mais.
Você a carregará como um troféu, impô-la-á ao balconista da farmácia, ao seu funcionário que chega atrasado, à chata da sua sogra, ao cunhado falastrão, e vai gritá-la, estendê-la na janela, no carro quitado na frente de casa, vai esfregá-la na cara do patrão.

 
E haverá dias, em que você não terá honra nenhuma, nem a tua cachorra, vira-latas, vai te dá moral, tá ligado? Ninguém vai querer saber, ninguém vai fazer questão, tanto faz. As suas ligações não vão fazer ninguém saltar de alegria, suas palavras não vão comover, intimidar, impressionar, resgatar, emudecer ninguém, você passará despercebido, você não receberá honra. E a primeira coisa que irá fazer é calar, é parar um pouco, e esperar. A honra não terá deixado você, ela estará lá dentro, é algo que ninguém pode tirar. É inegociável.
 
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Bom, essa semana tenho que defender minha honra, meu problema de honra agora tem nome, sobrenome e CNPJ. Mas vamo lá, ajoelhou tem que rezar, e aqui, eu tô tirando o terço inteiro, e pense num mistério doloroso.

*
Fel