quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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Estava eu aqui relembrando tudo o que aconteceu, eu precisava disso. Eu precisava lembrar de como era bom sentir esse sentimento nem que seja desse jeito meio torto, meio doido, mas bom de se sentir. Eu tava aqui relembrando de tempos passados e que não voltam mais, de tempos que vão ficar na lembrança e que eu achava que se tinham apagado, mas ainda ficou. Do tempo em que eu tinha medo até de olhar pra você, porque eu achava que você fumava maconha, (desculpa , mas eu pensei), e eu tinha muito medo “Meu Deus aquele menino entra ali pro bloco, olha, com essa blusa do Bob Marley, é pra fumar maconha, só pode ser“ , “Ele é meio estranho, deve puxar um beck com certeza, não, não posso olhar pra ele”, depois de muito tempo, só muito tempo vim descobrir que ele nem fumava, nem bebia, mas pior, tinha um filho, e agora José? O carinha tinha filho, “sim, e ainda mora comigo”, era o que ele dizia, o que só depois de mais tempo ainda e muita investigação eu descobri que não tinha nada disso.


Enfim, quando os perigos maiores foram afastados veio a namorada, o menino tinha namorada, e aí foi desistir por um tempo, e tome tempo, de vez em quando eu dava uma conferida, quando podia, quando tinha oportunidade, mas tava lá “namorando”, até que um dia uma amiga disse pra mim que o carinha tava solteiro, e eu fui correndo vê se era verdade mesmo. Mas outra amiga disse “Não, sem chance, ele é apaixonado por uma amiga da escola”, e depois, de outra amiga veio a mesma história, daí eu pensei “Ou ele usa essa desculpa pra dar fora nas meninas ou então é verdade mesmo”, otimista que sou fiquei com a primeira opção e parti pra cima (quem vê até pensa!).

Agora ele tava livre e eu podia... ah coitada, iludida! Porque”ô homi difícil meu Deus do céu”, eu entendi a duras penas que rapadura é doce mas num é mole não, e você começou a me enganar, e ia me engando, e sabe disso, e eu pensando que era pra mim e levando olé, daí vinha a dúvida cruel, “ou esse menino é um safado mesmo, ou é doido”, dessa vez fiquei com a segunda opção(se bem que ultimamente...). Daí só depois de muito tempo, muito tempo eu fui realmente acreditar que era pra mim (é mesmo pra mim?). Aí já era tarde, eu já tava magoada o suficiente pra continuar não acreditando, e acreditar era reforçar a decepção.

O resto voce já sabe, é tanta coisa que se um dia eu puder lhe conto, e também peço esclarecimentos, é sério. E eu esperei tanto, e o tempo foi passando e as coisas foram tomando rumos meio doidos, as vezes eu penso que sem necessidade, e não entendo por que não deu certo, tava tudo aparentemente fluindo, e de repente era um solavanco após o outro, e assim a gente foi fazendo um jeito de se desencontrar, muito embora a vida quisesse juntar a gente a todo custo.

E é nessa confiança que eu enfrento essa solidão e falta de você, que se eu deixar a vida correr, um dia esse meu caminho cruza com o seu, e eu vou continuando, fazendo o que sempre fiz, esperando, esperando...

E o que mais eu posso fazer não é mesmo?



*Tudo o que você faz não precisa de dedicatória, nem de dono, porque tudo o que você faz é perfeito, porque vem do coração. Vem de um lugar cheio de coisas boas, e em cada letra e pontinho eu sei que tem um pouco de você, tem um tudo de você, que é o melhor de você. O que você acha que segurou você aqui todo esse tempo?

Minha alma tá amarrada a você, e eu não preciso de razão pra isso

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Aquele sorriso de satisfação

Aquele pensamento antes de dormir

Sorrir e chorar de emoção, lembrando de coisas que estão aqui no coração que não tem como não deixar fluir

Pedir pra vida uma chance

Escolher e oferecer uma canção, as minhas canções preferidas

As que só definem você

Você o meu assunto pedileto, meu segredo,

Você, grudado nesse coração, meu desejo

Que será saciado, vai saber?

E se é verdade, vai saber?

Eu assumo todos os riscos em acreditar

Novamente eu quero sentir, tudo isso, direito meu,

Meu sentimento é ingenuo o bastante pra anular tudo o que passou

E que ele continue assim, sem razão nenhuma....

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