quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ontem

- O que foi Faela? Vai trabalhar hoje à tarde não?


-Não, só à noite agora. Tô meio ruim.

-Minha filha, você tão nova?

-Pois num é!

-(...)

-Tão tristinha?!

-Dá pra perceber?

-Claro. Mas vai passar viu?.

-(...)

-Tão pensativa, tão longe?

-ah é... (centenas de quilômetros)

-(...)

-Os jovens sempre achando que as coisas não se resolvem, né?

-ah eu sei, vão se resolver né?

-claro!

-eu vou ali na padaria

-(...)

No caminho os sons pareciam longe, tudo parecia tão distante, meus pensamentos, minha vontade de falar, de ouvir, minha paciência, minha atenção... Observei as crianças, elas sempre roubam minha atenção, mas nem pra elas quis parar e olhar. Mas não sei por qual razão tive que prender minha atenção. Estavam duas mães, acredito que eram as mães, ou então eram tias ou babás, cada uma com um pequeno ser, e o diálogo entre as crianças, induzido pelas mães, me chamou a atenção:

-Diz como é o nome dele diz? (do outro bebê)

- Alan. -o pedacinho de gente respondeu, meio enrolado, na língua do "nenenêz". Enquanto a outra mãe dizia:

-E o nome dele como é diz:

-É R.....................

Eu tive que rir, eu podia fazer outra coisa, ali do lado da cena, ali pedindo a Deus que mudasse por um instante meu pensamento.

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