segunda-feira, 20 de outubro de 2008

E eu nem sei mais de nada

Hoje o dia estava tão parado Também é feriado Os coletivos não andam tão lotados As ruas do centro da cidade estiveram desertas Aqui e acolá algumas portas abertas, fugindo da fiscalização Estiveram lá apenas os moradores de rua, dividindo seus despojos, dividindo sua miséria Até quando vai ser assim? me pergunto Quando o comércio fecha, quando essa loucura toda cessa por um segundo Quando a máquina do capitalismo parece deixar de roer suas engrenagens Percebemos o quanto somos frágeis, fúteis, dependentes E amanhã o que começa? nem preciso falar, amanhã é Natal Depois de todo dia do comerciário vem sempre o Natal É quando entraremos novamente na loucura do consumo, pra chegar então o carnaval
E o deserto das ruas me fez lembrar de mim...
E a solidão das ruas me fez lembrar de ti
E de que longe dele parece que tudo ficou assim
Feito a Rio Branco em dia de feriado
Longe dele tudo fica parado
E longe dele tudo é estático
E longe dele não tem música
E longe dele não tem som de pássaros
E longe dele tudo é sem sentido
E por mais que eu tente estar em outros abraços
Quando estou só é do seu abraço que sinto falta

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