domingo, 6 de julho de 2008

Um poema pra aliviar a dor

Soneto do amor traumatizado
Na febre do retorno eles se roem: sem a franqueza do primeiro passo um espera do outro o que lhe nega e os orgulhos duplicam as solidões.
Querer de volta o bem que foi pisado destrói-lhes a razão de ser querido
E para preservar seu amor-próprio enterram no dilema o próprio amor. Quem cede crê que cai: e se recusam.
Assim nenhum dos dois recebe a graça de que se querem alvo, mas não fonte.
Como não se permitem essa queda também não a perdoam para o outro. E o amor -de tanto amor- exclui o amor.
Pedro Lyra. Desafio: Uma poética de amor.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Rafaela!
Rodando hoje pelo Google, ganho o dia ao encontrar em seu blog a transcrição do meu "Soneto do amor traumatizado".
Esperando que não haja trauma nenhum, foi uma grande alegria e quero agradecer-lhe por isso.
Mas como chegaram à minha poesia?
Um grande abraço.
Pedro Lyra

Rafaela, Aquela que Deus curou disse...

Pedro, fiquei igualmente feliz em receber seu comentário, afinal você é um autor de renome e encontrou meu pobre blog, com meus versos tão sem graça, feitos durante um trauma, sim, um trauma, e não mais um amor.
Bom, cheguei a sua poesia através da literatura para o vestibular, da Universidade Federal do Ceará,li os sonetos, e anotava os que se pareciam com meu "trauma". Agora, sou bibliotecária na UECE de Iguatu, em nossa biblioteca temos alguns exemplares de Decisão e Sombras. Você é o poeta do amor e do sentimento.